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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SERESTA NO SERTÃO



A noite estrelada e enluarada
Traz acordes tristes
De um violão.
E a voz do seresteiro
Parece chorar
Dentro da noite
Com um tom de tristeza
A lembrar um pássaro triste
Piando na solidão...
Por trás da janela,
Um coração partido
Sabe bem a razão.
A lembrança de um único beijo...
De um amor que não aconteceu...
Na beleza da noite clara
Brilha uma luz rara...
E nas sombras das colinas
Fantasmas do passado
Passeiam pelas alamedas
Acompanhando o amado
Em sua triste sina
De apenas poder cantar
Para a musa de sua vida...
O vento também canta
Trazendo recordações
E na noite quente do sertão
Uma estrela cadente
Assiste sentida
À dor de duas almas tristes
Destinadas à solidão...

Um comentário:

  1. Querida Lu,
    O perfume desta sua poesia, é capaz de substituir o toque melancólico da viola, que em noite enluarada perfuma as noites cálidas do sertão.

    abraços do seu irmão Romildo e se seu filho Daniel

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