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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

sábado, 22 de dezembro de 2012

SOLIDÃO





Aqui estou,
sentada e cabisbaixa,
esperando o Deus-menino
a envolver-me com seu carinho
pois me sinto só na minha dor.

Tudo me foi tirado
e clamo como Jó
pela piedade do Senhor
para não me deixar morrer tão só.

Ah, vida, não posso dizer
que somente eu fiz o meu caminho,
pois quem me roubou todos os amores
para a zona sombria da morte?

Tenho sangrado por esta estrada
que não escolhi.
Mas tenho sido agraciada
por bênçãos que não mereci.

Mas, diga-me, ó Vida,
por que tenho que ser sozinha assim?
Sem o amparo de um ombro querido
A acolher minhas lágrimas de profunda saudade?

Tantos sonhos foram enterrados
com meus entes queridos
e hoje já nem sonho,
pois pra mim não há mais alvoradas...


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RENASCER





Quero renascer, hoje:
Renascer das minhas limitações,
Dos meus erros,
Das minhas fraquezas,
Das minhas incoerências.
Quero desabrochar,
Vir à luz, tornar-me...
Eu quero renascer, Senhor!
Renascer para uma
Vida nova de amor,
De pensamentos generosos,
De um profundo respeito
Pela humanidade.
Uma vida de dignidade,
Fraternidade, solidariedade.
Quero uma vida
Onde tudo tenha sentido.
Uma vida sem discursos,
Sem boatos, mentiras, 
Falsidade ou corrupção.
Quero renascer, hoje, Senhor,
Porque sei que viver
É nascer e morrer a cada dia.
Mas, a minha fragilidade,
Os meus medos,
A minha insegurança
E a minha impotência
Me têm impedido,
Tantas vezes, de fazê-lo...
Hoje, quero medir-me pelo teu Amor.
Este Amor que é bússola,
Farol, porto seguro.
Este Amor que me abraça sempre,
Sem juízos e sem questionamentos.
Este Amor incondicional de Pai-Mãe
Que quero alcançar.
Este Amor que te levou a enfrentar
A dura caminhada terrestre.
Que te fez peregrino,
Perseguido, vilipendiado e escorraçado...

Ah, Senhor, ajuda-me a morrer
No meu egoísmo
Para que eu possa renascer
Na Luz do teu Amor profundo,
Que haverá de fazer de mim
Uma doação total e perene.

Quero, Senhor, renascer
Com tuas esperanças e tua fé.
Tua imensa fé no Homem.
Quero sofrer toda a dor
E toda a alegria
Do parto que te fez
E estar como tu,
Na manjedoura: humilde,
Serena e disponível,
Com a certeza de que tudo
Que é terrestre e celeste
Caminha com sentido!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ESPERA DE AMOR





Quando a madrugada se anuncia,
Bem baixinho,
Teu nome eu pronuncio,
Com a esperança de que tua alma
Sondando a minha,
Também amanheça
Como a Estrela-Guia.
Esse amor que trago no peito,
Como um espinho,
Grita tão alto,
Mesmo quando te falo num cicio
É ele que me faz levantar,
Viver e esperar,
Como a Penélope de modernos tempos...
E, na janela, contemplando o belo dia,
Mando-te através do vento
Beijos, sussurros e gemidos...


domingo, 25 de novembro de 2012

ANJO DA GUARDA





Não te prendas à minha aparência
Eu sou luz
Não me busques no espaço-tempo
Sou do infinito
E lá não existem limites.
Venho das estrelas
E só podes conhecer-me
No teu coração.
Meu abraço é de Amor,
O Amor que tudo pode.
Sou teu mestre e companheiro
De jornadas sem fim.
Tu me chamas de Anjo da Guarda
E orientar-te é minha missão.
Caminhamos lado a lado
Nesta viagem terrena.
Escuta tua alma
Que poderás, então, ouvir-me.
E seguir, com alegria,
O caminho de volta ao Pai.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

DIAMANTINA






Andando por suas ruas estreitas e tortuosas
Sinto o cheiro de jasmins e rosas.
Ouço sussurros do passado
E vejo a Chica gloriosa.
Sinto o ar puro do cerrado,
Cheio de belezas infindáveis.
Ao fundo a imponência do Espinhaço,
Que esconde maravilhas nem sonhadas.
Escuto o canto das cascatas
E bebo de sua água pura e cristalina.
Vivo a História
Em cada beco e em cada esquina.
Sou tomada de pura alegria
Como se menina fosse a cada dia...
Contemplo o pico do Itambé,
Danço na Baiuca e no Mercado
Ainda canto e sonho até
Nas belas noites de “vesperatas”...
Seu povo é marcado
Pelo acolhimento e melodia...
A gente sobe e desce morros
Sem sentir o cansaço...
Porque a Beleza nos segue a cada passo...
Isso é Diamantina!




domingo, 11 de novembro de 2012

TRISTEZA DE NÃO SER POETA


Se eu soubesse fazer poesia,
De amor não morreria,
Pois todas as dores
Em palavras derramaria...
Ah, poeta eu quisera ser
E deslumbrar o mundo
Com este tesouro
Que vive em meu coração...
Nasceria e morreria
A cada alvorecer
E a cada entardecer.
Hoje seria lágrima,
Amanhã somente sorriso...
Seria pássaro, seria flor,
Viajante, peregrina,
Filósofo e professor.
Ah, se poeta Deus me fizera
Este grito não estaria sufocado
Como um espinho
Em minha garganta atravessado...
Quisera fazer poesia
E falar de reinos encantados,
De bosques e calmarias,
Fadas, duendes
E jardins desconhecidos.
Se eu fizesse poesia
Não me lamentaria,
Pois em versos cantaria
A dor desta vida,
Em meu peito cravada...
Mas, como poeta eu não nasci,
Só me resta chorar
E morrer de tanto amar...


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

LOUCA...


Sou louca, bem sei,
Pois converso com plantas e estrelas...
Ouço a voz do vento,
Acredito em milagres,
No Amor e na Felicidade.
Sou louca, bem sei,
Julgo-me poeta
E derramo minha dor,
Todas as minhas emoções
E tolas esperanças
No indiferente papel...
São rabiscos, nada mais...
Uma voz triste que ecoa no deserto...
As plantas e as estrelas,
Os pirilampos e o vento
Devem rir de minha loucura
E dessa enorme ternura
Que derramo por onde passo...
Sonho com liberdade e justiça,
Respeito e Bondade...
E vejo uma sociedade
Talvez mais louca do que eu...
Sou louca, bem sei,
Acredito na humanidade,
Apesar de todas as barbaridades...
Serei realmente louca
Ou apenas uma caminhante,
Desperta para a Vida,
Ansiosa por curar feridas?...
Não sei...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SOMBRAS

Almas amigas de minh'alma,
Único alento de meu caminho,
Sereis um dia apenas lembranças,
Fotos amarelecidas no álbum  de minha vida.
Sereis nada mais senão sombras e pó
E eu continuarei a caminhar  só
Até que um dia eu mesma vá
Descansar no seio da mãe-terra
Ou então ao vosso encontro
Em dimensões ignotas,
Que  talvez vivam 
Apenas em minha esperança...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

AMOR ÁGAPE




A vida passa num instante
Raio que corta o Infinito
E quem pensa que o céu está distante
Não conhece o Amor bendito
Que nos faz seguir adiante.
Amor que transforma e reluz
Que nos ensina a ser melhores.
Amor que a todos seduz.
Um querer sem medida
E sem condição.
Uma alegria incontida
Que nos aquece o coração.
Alegria de viver
Uma vida cheia de cores
E belos caminhos trilhados.
Caminhos de felicidade
Mas, de dores, também,
Pois a dor é a oportunidade
De nos fazer crescer no Bem!
Vai, discípulo,
Caminha sem descanso
Porque adiante vem o remanso!
Derrama tuas lágrimas, sem pudor,
Pérolas por Deus recolhidas
E confia no Amor Maior!
Aprende a lição da Vida,
Simples dever de casa,
E coloca numa pátena
Todo aprendizado sereno!
Abraça a humanidade
Num amplexo amoroso
E, com toda humildade,
Torna-te um Mestre piedoso!


quinta-feira, 4 de outubro de 2012


HOJE É O DIA DO POETA, AQUELE QUE, COM SUA SENSIBILIDADE, DERRAMA EMOÇÕES E TOCA SEMPRE O CORAÇÃO DAQUELES QUE O ABREM PARA A BELEZA E O DESLUMBRAMENTO DA VIDA E DO MUNDO.
PARABÉNS A TODOS OS POETAS, PRINCIPALMENTE ÀQUELES QUE SIGO E QUE TÊM TOCADO, DE MODO ESPECIAL,A MINHA ALMA.
ABRAÇOS POÉTICOS E PRIMAVERIS!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O DIA DA COLHEITA

Abolição?...
Que mentira é esta
quando por todo lado,
 todo país, todo lar,
toda nação, 
ainda reina
e ronda 
a peste da escravidão?
A noite é densa
e eterna
e a dor fere
e rasga a carne...
E os príncipes da Corte
dançam e cantam
sem se deixar tocar
pela dor dos infelizes,
dos fracos,
dos injustiçados...
Riem o riso insano
da insensibilidade
diante da miséria,
do desalento,
da desesperança,
da desnutrição...
Mas, eis que, um dia,
haverá de chegar o momento
e, então,
pegaremos na foice
e ceifaremos
pois a seara da Terra
 estará pronta...

domingo, 23 de setembro de 2012

SILÊNCIO DE RÉQUIEM...



Silêncio, minh'alma chora
A partida de meus sonhos...
Pouco a pouco, a vida se vai
E, como as nuvens, ela me trai...

As estações vão e vêm
E tu não chegas jamais.
Meu coração despedaçado
Se encolhe no peito em ais...

Esperei por ti toda uma vida
E movida pela esperança
Fui adiante mesmo dolorida
E alimentei sonhos como uma criança...

Mas, a escuridão da noite chega, 
As estrelas não brilham
E eu ando como cega
Num caminho sem trilhas... 

Estou cansada e triste
Mesmo amando tanto a vida!
Acaso será ela um chiste
E eu apenas uma romântica perdida?...

domingo, 9 de setembro de 2012

TEMPO DE TRISTEZA




Em dias de profunda tristeza,
Quando a alma se encolhe no peito,
Lembro tempos de alegria
Em que as crianças cantavam nas ruas
E nós ouvíamos serenatas!
Quando o coração se parte de dor,
Lembro de como era cercada de amor
E a sua alegria enchia-me a vida!
Eram cuidados e mimos
E minh'alma cantava hosanas!
Tudo, porém, se perdeu na poeira do tempo...
E, hoje, sozinha, de peito aberto,
Recebo os golpes de que a vida não me poupa.
Ah, amor, se pudesse resgatar o passado
e só por um dia viver de novo ao seu lado!
Pediria perdão dos meus jovens erros
E lhe diria deste amor maior
Que talvez não soube demonstrar...
Pode ouvir aí do céu
os meus tristes lamentos?
Pede a Deus e aos anjos
Que me deem a força de que preciso
Para sufocar a tristeza,
transmutá-la em Alegria 
E chegar até o fim com o coração
Não descrente, mas pleno de Fé e Esperança!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O SONHO DA LIBERDADE...

Um homem sozinho
Enfrenta os tanques da repressão...
Um homem solitário
A gritar o desejo de tantos!...
Não importa a morte, a tortura,
Nem tampouco a prisão...
Ninguém poderá jamais
Encarcerar a própria Vida...
Esmagar um homem, um milhão,
Nunca será o bastante!...
Pois a Vida haverá de continuar
A brotar sempre.
E onde ela estiver presente,
Onde pulsar um coração,
Viverá o sonho da Liberdade
E a luta contra a opressão...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SOLIDÃO




Ventos,
areia,
deserto
Na solidão doída...
Noites sem lua,
Céu sem estrelas..
Um'alma ferida
Vaga pela triste rua...
Longamente 
tenho esperado por ti.
Mas, agora, que a vida declina,
Compreendo que esta é minha sina:
Buscar-te sempre
sem ter noção
De onde estás...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PENA DO AMOR PERDIDO


   Não é essa a noite
   E nem esse o rosto...
   São outros olhos
   Que me olham
   Com ternura e medo...
   É outra boca
   Que inventa
   Palavras novas...
   São outras mãos
   Que buscam
   A linguagem de meu corpo.
   Não é esse tédio...
   Mas a alegria do encontro!
   Não é essa a noite!
   É aquela em que esgotei
   Toda a vida.
   Não é esse o amor
   Que deixei perder
   E não são essas
   As lágrimas de encantamento!
   Mas, é esta, decerto,
   A minha pena....


domingo, 5 de agosto de 2012

HECATOMBE



Quando tudo desmorona
E só resta a vida
Bate-nos a compreensão
Do quão pouco se precisa...

O homem orgulhoso
Que a tudo domina
Vê diante dos olhos
A terra que treme,
O mar que avança,
O vento que carrega.

Só então se dá conta
Da importância da vida
E de sua impotência
Diante da sorte
E da morte.


Tudo é pó e cinzas.
O tempo escorre,
A carne morre...
E a alma se eleva ao Infinito.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

DESTINO DE PENÉLOPE




Eu sei que tu vives                                               
E as horas da vida                                                
Se arrastam entre nós...                                       
E dói-me o tempo                                                
Que ainda me separa de ti.                                                                                               Tu vives...
Em algum lugar                                                       
Onde não estou,                                                        
Tu te moves,                                                                
Respiras, pensas...
Entretanto, talvez em sonhos,                                 
Ou desperto, nesta mesma noite,                              
Tu pressintas meu pensamento                                
Que se aproxima...
É bem viva a saudade                                                 
Que em meu peito                                                          
Bate no mesmo compasso

Do teu...
Tu vives e esperas,                                                         
Assim como eu...
Para ser tua é que nasci.
De pés descalços tenho vivido,                                    
Desalentos e cansaços,                                                  
Neste mundo ermo de amor,                                         
Deserto de piedade,                                                         
Sombra e encanto...                                                           
Prisioneiros da matéria,                                                  
Temos que recriar a Vida...                                             
Ah, amor,                                                                             
Serás a metade de mim?...


Eu vivo.
Tu vives                                                                        
E sei que sofres... 
Tu vives e me chamas...                                                                        
Na cadência de soluços e gritos.                                   
Luz e espanto,                                                                    
Dor e pranto...                                                                  
Reféns da eternidade,                                                      
Ou apenas um delírio
de minha pobre mente?...                        
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          
                                                                                                                                                          



 

sábado, 14 de julho de 2012

AMOR VERDADEIRO





Pelo caminho cansada,
De seus carinhos e cuidados
Fico a lembrar-me saudosa.
Nossa vida foi bordada
Por tanta beleza e poesia
Mas um destino ingrato
Deixou-me assim sozinha...

Quando chega a madrugada
No peito bate a saudade
E procuro em vão ao meu lado
O seu corpo tão amado...

Choro por coisas que não vivemos
Porque o tempo foi curto
E a mão da morte impiedosa
Levou-me teu lindo sorriso
E colocou-me em verdadeiro surto
Suspirando pelas noites...
Num grito rouco e infindo...

Ah, amor, tão belo era o nosso ninho
Com a doçura de nossa filha amada,
Que enfeitava os nossos dias
E alegrava nossa caminhada!

Não a viste, porém, crescer,
Tornar-se uma linda mulher
Tão cheia de encantos!
Não tiveste a felicidade
Só a mim reservada
De ter no colo a neta tão desejada!

Sei, porém, que noutras paragens
Tu ainda esperas por mim
Pois paixões foram tantas,
Mas amor só tivemos um...


sexta-feira, 29 de junho de 2012

SOLIDÃO


Se por dentro sangro,
A ninguém é dado saber...
Se a solidão é doída
Só a mim cabe sofrer...
Se o Amor explode em meu coração
O vento o leva em forma de canção...
As folhas sussurram
E os pássaros cantam
Essa dor que grita
No silêncio da noite...
Amor interrompido
Que em mim agoniza
Em suspiros e silêncios...
O amargo do tempo
Calando na alma...
Com cansaço e desalento
A dor e a ternura inda me dão asas...
E assim vou refazendo
O efêmero e o eterno
Em sonhos que murcham
No frio do inverno...

terça-feira, 26 de junho de 2012

INCERTEZA

Ah, o ódio e o medo
de todas as portas
e janelas fechadas;
de todos os muros
e todas as cercas...
Somente o sonho,
hoje sonhado,
há de abrir todas as portas
e romper as mil correntes.
O amanhã virá,
fugir não é para o Homem,
águia pronta
para os altos picos...
O amanhã será 
a maré que baixa,
a maré que sobe,
os olhos que riem e choram,
o coração que lembra e esquece...
Será talvez a fome,
a saciedade,
a pureza
ou a degradação...
Será o mundo de guerra
ou de paz,
talvez a síntese,
depois da antítese...
O amanhã virá: 
será talvez a vida,
talvez a morte...

sábado, 23 de junho de 2012

VIDA QUE TE QUERO...





Sou como os ipês
Que florescem
Em qualquer estação.
Infância e mocidade
Já longe se vão.
Vejo no espelho
Um rosto que desconheço
E uma grande saudade
Toma todo o meu ser...
Sou ainda a menina
Cheia de sonhos e ilusão.
Vejo pessoas queridas
Que cá não mais estão
Vejo belas primaveras
De alegria e renovação
Vejo amores perdidos
E tristes invernos
De dura provação.
Dor e felicidade
Sempre lado a lado
E pedras no caminho
Que só me fizeram crescer.
E dentro de mim
Uma eterna canção:
Canta a esperança
Que inda grita
Em meu coração.
A canção que me embala
E dentro de mim se cala
Leva-me ao encontro bendito
Da essência de meu ser...
Sou hoje consciente
De defeitos e saber.
Ando solta pela vida
Com alegria e prazer.
Pescando sonhos
Nas curvas do mundo
E nos desvãos da memória.
No coração o amor não passa
E do pássaro toda a graça
Levo em voos incertos
No azul do Infinito...
No eterno espaço
De mim mesma
E na certeza da morte
Ainda busco o encanto
Da sorte
De quem nada pode fazer
Senão viver...

domingo, 17 de junho de 2012

DIAS TRISTES...


Vou tecendo a vida
Com fios de prata
Muitas vezes a neblina
Cega meus olhos
E alguma coisa
Se rompe dentro de mim...
A alegria é atada
E sinto um amargo fim
Que não posso explicar.
Como se uma tragédia
Estivesse por acontecer...
Um aperto no peito
E uma dor fina
Tomam todo meu ser...
Qual será o nome
Desse sentimento?
Pressentimento ou saudade?...
Quem sou eu pra definir?
Só sei que o tempo corre
E, lentamente,
A morte se aproxima...
Os sonhos murcham,
Os amores morrem
E o sorriso em meu rosto
É uma triste caricatura...
Que poder tem a criatura
Pra deter o tempo
E aprisionar a felicidade?
São os dias tristes
Em que a alma desatina
Em loucos pensamentos
E a noite parece tomar conta
De dias sem aurora...
Ah, é tamanha a tristeza
Dessa dor sem nome
Que só existe uma certeza:
Um dia tudo termina...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

FELICIDADE


Noite quente,
Corpo ardente
Mãos que buscam
No travesseiro vazio
Outro corpo
De alguém
Cujo nome é
Felicidade...
Acaso não te lembras
Quando dois
Eram um
Na plenitude do amor?...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

POEMA DE MULHER


Não sei o que me arrasta:
Se o tempo, o vento ou o amor...
Só sei que, mesmo sangrando,
Sigo caminhando...
Os abismos e desertos,
Que vivem em mim,
Jamais saberei descrevê-los
Com a tinta dos grandes poetas...
Carrego uma ânsia incontida,
Que não sei explicar...
Viajo por mundos desconhecidos
E tenho sonhos coloridos
Com seres que não conheço...
Sou uma gota no oceano,
Um grão de poeira no cosmos...
Mas, seria o mundo o mesmo sem mim?...
Os soluços na garganta,
O grito sufocado,
A palavra amordaçada,
Por séculos sem fim...
Meu amor distribuído
Por uma humanidade sofrida,
História única e universal,
Escrita com sangue e lágrimas,
Sorrisos e segredos de janelas,
Varandas e alcovas,
Que fazem de mim um ser especial.
A mim coube a mais bela missão:
Dar à humanidade Vida
E aos cegos visão...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

LAMENTO


Eu choro
E calo.
Eu sofro
E grito.
Me deslumbro
E me extasio.
Me encanto,
E enamoro.
Me lembro
E esqueço...
Danço com a vida
E amo gente.
Choro a morte
E clamo
Pela injustiça
Da fome,
Da desigualdade
E pelos oprimidos
E esquecidos...
Envelheço
E escrevo
Porque na escrita
Faço renascer
Cada ser amado,
No lamento que sangra
De minhas entranhas...
Escrevo para
Que não se esqueçam...
Teço a esperança
E rendo a Vida.
Eu choro
E rezo.
Eu invento
A eternidade
No sacrário
De minh’alma...

sábado, 26 de maio de 2012


VOU-ME EMBORA...



Vou-me embora, vou-me embora
Vou pra Biribiri,
Onde o céu encontra a serra
Num abraço espetacular.
E os amigos que tenho aqui
Também terei lá...
Biribiri é o paraíso na terra,
“Seu moço, ainda não lhe contaram?!”
Minha Montes Claros já não há
E minha história está a terminar...
Vou-me abraçar às árvores,
Escutando o canto das águas
E os sussurros da mata...
Vou em busca da paz,
Que haverá de embalar meus dias.
Vou em busca do amor eterno,
Que da vida foi sempre minha canção...
Vou dançar com o cerrado,
Beleza pura do sertão.
Vou contemplar o Espinhaço
E ver a face de meu Pai.
Vou andar pelas matas
Entre “sabonetes de soldado”,
Orquídeas maravilhosas,
sempre-vivas de todo tipo
E mil outras singelas flores.
Vou ouvir “vesperatas”
E respirar somente Arte...
Vou viver lá pertinho do céu...


MEU LIVRO DE POESIA

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