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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

SEPARAÇÃO



Vieste ao encontro
De minha ansiedade,
Fazendo menos amarga
A minha taça.
Encheste os vãos de minh’alma
E foste alegria e tormento.
Amassamos juntos o trigo,
Pisamos juntos a uva.
Bebemos o vinho da esperança
E comemos o pão da vida.
Mas, a própria vida te reclama
E tu te vais
Deixando-te comigo
E levando-me contigo...


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

NA ESTRADA...

Tantas lágrimas derramadas
Secarem meus olhos completamente...
Tanto amor compartilhado
Abriram mais meu coração 
e minha mente.
A poeira da estrada
Não afetou meu olhar
Que continua deslumbrado
Diante da Beleza 
e do Mistério da Vida!...

domingo, 6 de janeiro de 2013

VALE DA MORTE





Ando pelo vale da morte
E tenho medo, sim!...
Ando pelas sombras da noite
E tenho pavor em meu coração.
Falta-me o pão
E meu estômago dói.
Falta-me amor
E me sinto só.
Falo sozinha
Porque outros não me ouvem.
Choro baixinho
Porque em min’alma há abismos.
As lágrimas me molham o rosto
Porque, no desalento,
Nem eu consigo enxugá-las.
Tenho sede de justiça
E vejo tantos morrendo
Sem assistência...
Irmãos sem moradia,
Outros nascendo sem chance de viver...
E, no entanto, as colunas sociais
Falam dos banquetes,
Das coberturas,
Das fortunas,
Da beleza das roupas e jóias.
Ouço políticos
Com falsas demagogias,
Sugando o povo,
Enganando-o, iludindo-o,
Enquanto o povo triste,
Dia a dia,
Sofre cada vez mais.
Perdoa-me, Senhor!
Tenho amor,
Tenho fé,
Tenho esperança,
Mas não posso deixar
De clamar e chorar!
Sofro, sim,
Pois, na Terra, já vivo no Vale da Morte!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SAUDADE SEM NOME





Que saudade é esta tão doída
Que me sufoca e arrebata?
Saudade que me leva
Por caminhos desconhecidos?
De gente que nunca vi
E lugares que nunca conheci?...
Sou viajante da eternidade,
Vou às estrelas, ao infinito,
E em minha mente tão terna
Os acordes de uma canção
Trazem-me lágrimas incontidas
Ferindo meu coração.
O nó me aperta a garganta
E a pressão cresce em meu peito.
Para esta dor não há jeito,
Pois é uma saudade que me espanta:
Como alguém pode sentir falta
Daquilo que não conhece?
O fado me dói na alma
Trazendo-me à lembrança
Uma bela vila calma,
Com sino a tocar na igreja,
E flores que num campo vicejam...
Ai, meu Deus, tem dó de mim
Que me acabo ante a beleza
De um mundo que só pode ser
Um sonho, com certeza!










MEU LIVRO DE POESIA

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