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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

AUSÊNCIA

A tua ausência
me traz de volta
a vontade imensa
de fazer versos...
De contar ao mundo a tristeza
das caminhadas sozinha
dentro da noite...
Desses momentos em que falta 
a vibração de um gesto teu
e o silêncio gritante 
de uma voz ausente...
E o brado hipócrita
de ideais,
que não têm sentido
sem teu amor.
E essa inveja silenciosa
de quem embala um berço...
E esse anseio, meu querido,
de não ser nada
 e nem ninguém
senão aquela que desejas
como mulher!...

domingo, 29 de dezembro de 2013

RECOMEÇO



Depois das trevas da noite,
que nos enchem o coração
de medo e melancolia,
chega sempre a aurora,
começo de um novo dia.
Depois da noite da dor,
sempre há de vir também
a aurora da alegria.
Basta que estejamos atentos
e não nos deixemos perder
nos pesadelos da noite,
tornando-nos cegos e surdos
à Natureza que se apresta
para a graça de um novo dia!

sábado, 28 de dezembro de 2013

O OUTRO



Escuta, você,
que a vida maltratou, 
existe um outro país,
além de nossas fronteiras,
é o coração do outro
que também sofre e anseia.
Vá correndo,
bem depressa,
sem medo e hesitação,
lá vai encontrar
o bálsamo do coração.
De repente, sua dor,
antes tão acerbadora,
será, então, amor
remédio de outra dor!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

MURALHAS


São altas as muralhas
do teu próprio ser...
Se não  as transpões
e se te moves no chão,
serás nada mais que verme.
Mas, se alças voo,
serás mais que homem,
anjo liberto,
senhor da vida,
do espaço,
 do tempo...
Além de tuas muralhas
está o Infinito.
Além de ti
está o outro que te espera!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FLUXO E REFLUXO


Não é diferente a vida
que vivemos todos nós:
os sulcos dos caminhos
que deixaram os que se foram
servem sempre de rota
para os que vêm atrás...
Velhas árvores,
sempre podadas,
são brotos novos
desabrochados.
Nascer, crescer,
amar, sofrer,
e um dia morrer 
para que outros também
possam viver...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

MARIA DO PELOURINHO

Na boca hiante 
do oceano escuro,
Maria se despencou,
prostituta do Pelourinho
da cidade de Salvador.
Batida pela vida,
objeto dos homens,
de tudo se cansou.
Também foi menina,
mui cheia de graça,
mas filha de ninguém.
Viveu entre moleques,
caftinas e gigolôs...
Tornou-se moça bonita,
com a alma cheia de esperança
e sonhou com um príncipe,
que um dia chegou.
A ele pode dar
todo o seu amor...
Mas, prostituta é coisa
pra um momento de prazer,
e depois de usada,
o príncipe a abandonou...
Maria, menina-moça,
nascida para o Amor,
escorraçada pela vida.
à morte se entregou...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

MUSA




 Que fazes aqui, musa da noite,
Perturbando o meu sono
E me levando de volta ao passado?
Acaso não sabes 
ser a saudade um açoite
Que me fere a alma 
de modo tão profundo?
Sempre que me visitas,
Minh’alma põe-se a chorar,
Pois a volta é um caminho sofrido,
Que me obrigas a percorrer...
Não te quero mais, ó musa,
Pois à frente necessito andar...
Abro mão da poesia
Para poder sobreviver...
Não te sintas por mim ofendida,
Ó musa tão amada!
É que meu ser tão ferido
Já não pode agüentar
A dor de tanta saudade

E de tanto amanhecer...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

POEMAS NOVOS




Que poemas novos haverei de buscar
nas ondas impetuosas do mar,
nas estrelas e nas florestas?
Por que sondar o insondável
e quedar-me horas infinitas
a escutar o universo,
se a beleza, a paz e o amor,
o deslumbramento e a descoberta
estão em teu olhar
meigo, manso, impetuoso,
insondável e infinito,
que pousa triste e alegre
em meu rosto?...
Por que a ânsia da brisa
se estás aqui
e o teu alento, o teu carinho,
a tua compreensão
é tudo que sempre quis?...
Ah! Que poemas novos posso buscar
No céu, na terra ou no mar,
se o mais belo poema
já está dentro de mim
na forma dessa ternura sem fim?...

domingo, 8 de dezembro de 2013

DESTINO



Risos de minha infância,
sonhos de minha juventude,
que mão inclemente
afogou-os em meu peito?
Hoje, com rosto inda jovem
e alma velha pela dor,
persigo em vão
a esperança
e espalho meus versos,
melodia triste
de meu coração!...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SEPARAÇÃO



Vieste ao encontro
de minha ansiedade,
tornando menos amarga
a minha taça.
Conheceste os vãos de minh'alma
e foste alegria e tormento.
Amassamos juntos o trigo,
pisamos juntos a uva.
Bebemos o vinho da esperança
e comemos o pão da vida.
Mas, a própria vida te reclama
e tu te vais
deixando-te comigo
e levando-me contigo...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

DESCONHECIMENTO



Buscaste o meu segredo
na periferia de meu ser
e saíste vazio
sem jamais conhecer
o que de melhor havia em mim.
O meu segredo
só poderia revelar-te
em obra de tempo
e paciência.
Era preciso que bebesses
da minha fonte,
entrasses em minha casa,
comesses do meu pão,
sentisses o meu cansaço,
visses as minhas cicatrizes,
pensasses as minhas chagas
e caminhasses comigo
muitos de meus caminhos...
Só então
poderias dizer
que me conheceste!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ENTREGA


Em que instante
tornei-me presa desse amor
não sei...
Qual a hora fatídica
que liguei-me a ti, 
em que olhar,
em que gesto,
em que palavra
me perdi?
Sei apenas que, 
de repente,
tua presença
passou a acelerar-me
o coração
e tua ausência 
tornou-se dolorosa...
Tive anseio
de andar os teus caminhos,
de repartir contigo o pão,
de beber contigo o vinho,
de pensar tuas feridas,
de velar o teu sono,
de amainar o teu cansaço...
Tive ímpetos
de levar a mão
ao teu rosto,
ao teu cabelo, 
tua boca...
Entregar-te toda a ternura
e sentir que estavas ali,
talvez não mais que um sonho
ou um delírio...
Ah! Apaixonei-me por ti,
Como, quando, por quê
não o sei...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ADEUS À DIVINA


Triste a despedida
Sem dizer adeus 
De uma amiga querida
Que  ainda hoje atravessou
O Portal da Vida... 
Juntas caminhamos
A  terrena jornada
Juntas compartilhamos
Jubilosos dias
E tormentosas noites...
Resta agora a saudade
E esta doída lembrança
De nossa mocidade...
Fica em paz, minha amiga!
Pois cá na Terra
Tu cumpriste
Tua bela missão
De dar a todos amor
Com todo teu coração.
A todos encantaste
Com tua voz maviosa,
Tua poesia,
Fé e  galardia.
E foi por isso que
Deus te fez Divina!
Até, pois, um dia...

domingo, 24 de novembro de 2013

REFÚGIO

Ó minh'alma,
Que força é essa
Que ainda faz vibrar-te
Dentro do cansaço e da dor?
Que horizontes ainda perscrutas,
Que amanhã ainda vive
Dentro de tua esperança?
Não será na terra dos Homens
Que encontrarás teu porto,
Pois, no desamor
E no egoismo
Crescem a angústia,
O tédio e a solidão...
As palavras e os gestos
Então se perdem,
As muralhas se agigantam
E se fecham os corações...
Busca, pois, em Deus
O verdadeiro refúgio teu!

sábado, 23 de novembro de 2013

FIM

Virás, um dia,
Ao meu encontro,
Bem sei.
Quando o véu da morte
Descer sobre mim,
Haverei, por fim,
De contemplar-Te o Rosto!
E comprennderei
Toda a angústia,
Toda a nostalgia
E todo o pranto 
De que foi cheia a minha vida...
Compreenderei a saudade sem nome,
O Amor sem endereço
Que viveram sempre
Dentro do meu peito.
Encontrarei, então,
A terra de minha esperança,
A paz do meu sonho,
A razão da lembrança
Que vivia em meus versos...

(desenho de Marcos Paterra)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

POESIA EM FORMA DE EDUCAÇÃO




MEU MAIS NOVO LIVRO

VISÃO

Vi uma terra diferente
Em que todos eram irmãos,
Onde reinava o amor,
A paz e a Compreensão.
Uma terra sem guerras,
Sem dores e misérias,
Campos de rara beleza,
Rios, mares, fontes, lagos,
Pássaros e flores
De cores desconhecidas,
Que artista algum jamais sonhou...
O homem estava transfigurado
Como Jesus no Tabor,
Figura doce de Anjo,
Parecendo recém-saído
Das mãos do Criador!

domingo, 17 de novembro de 2013

O SOPRO DE DEUS

O vento sopra,
A natureza chora,
As folhas mortas
são levadas ao léu...
Eu sou soprada
Pelo vento de Deus.
Sob o sopro Divino,
eu choro
Como o instrumento
que é tocado.
Mas o meu pranto
se torna
A doce melodia
Do Amor. 
Não ando ao léu,
Sou guiada,
Meu destino é grande, 
e o próprio Deus...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

BALADA DO AMOR


A minha dor é a minha canção.
Mas eu não canto a dor do amor
que essa é grata ao coração...
Canto o ódio de todas as portas 
e janelas fechadas,
dos muros e das cercas,
que levantam entre nós...
Eu canto o fel que se destila
da alma dos fariseus...
Mas, àqueles que me dão a morte,
eu darei flores,
e o meu amor há de abrir
todas as portas
e romper as mil correntes.
Hoje, min'alma é esta chaga
e meu corpo esse trapo..
Mas, meu amor
é ainda maior que a minha dor
e o ódio há de ser perdão 
nas notas de minha canção.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

TRISTE POETA

Caminhos trilhados,
Folhas pisadas,
Dores sentidas,
Tempos vividos...
Saudade doída,
Ventos de outono,
Noites sem sono...
Céu estrelado,
Cama vazia,
Fria solidão.
Poesia triste 
De um triste coração...
E o silêncio se abate
Na noite quieta,
Somente trinados
De pássaros ao longe..
E melodias  tristes
De um triste poeta...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

NOSSA VIDA

Vida linda,
Vida besta,
De encontros e desencontros,
Gargalhadas,
Faces orvalhadas
e falsos sorrisos...
Vida de promessas
E amores passageiros.
Vida de festas
e despedidas...
De belos gestos,
Auroras alvissareiras
E tristes poentes...
Vida de dores 
E tantos atores...
Vida de mentiras e verdades,
Tristezas e felicidade.
Vida minha,
Vida tua,
Vida de todos nós,
Passageiros do Infinito.

sábado, 2 de novembro de 2013

REVELAÇÃO

Enquanto caminhei pela vida
sem saber o meu destino,
vaguei perdida e cansada 
na noite dos séculos...
Mas, quando esquecida
de mim mesma , 
ouvi a voz do Silêncio
e senti a dor 
do companheiro de jornada,
descobri um novo mundo
nos subterrâneos do meu ser...
E, ao encontrar-me,
encontrei a Verdade,
que morava em mim,
desde o instante da Criação!...

sábado, 12 de outubro de 2013

DE VOLTA...




Amigos e irmãos:
Depois de uma prolongada ausência, em vista do falecimento de minha mãe e muitos dias de hospital, pouco a pouco, volto às atividades.
Grata pela paciência e pelas orações de todos.
Maria Luiza

MÃEZINHA QUERIDA

Mãezinha querida,
Recolhe meu pranto,
Transmuta-o em canto,
Uma bela canção de amor
A expressar o tamanho de minha dor!

Volta, mamãe,

Embala tua filha,
Criança no coração
E doída na solidão!
Nas noites de luar
Ponho-me, agora, a chorar,
Sentindo a ausência de tua mão.

Vem, mãezinha ,

Transforma essa dor,
Essa dolorosa saudade
Em uma linda canção!
Transforma esse pranto
Em puro encanto
A traduzir tua vida
De plena festa...

Tua filha sofrida

Te pede um instante
De doce encontro
Para sentir teu carinho
E teu terno abraço!

Preciso de colo,

Mãezinha querida,
Para ter teu consolo...
Tu foste escolhida
Para me guiar na caminho...
Vem, mãezinha,
Mostra-me o Norte
Pra que eu não fique tão perdida...
Devolve-me, mãe, a alegria da vida!

MARIA LUIZA

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

AUSÊNCIA




AMIGOS: ESTAREI AUSENTE POR ALGUM TEMPO EM VISTA DE UMA CIRURGIA.
QUE CHOVAM BENÇÃOS SOBRE TODOS VOCÊS.
ABRAÇO FRATERNO,
MARIA LUIZA

terça-feira, 23 de julho de 2013

ESPERANÇA




Quando vemos a noite passar
Sem que o sono venha
É porque estamos a pensar:
Alguns em preocupações
Outros nas dores do coração.
 Quando a madrugada aponta
Noite e dia se misturam
Os segredos que a ninguém se conta
Começam a gritar em nossas almas.
 E a gente se põe a lembrar
De entes queridos que se foram
Da leveza da infância e da mocidade
Tudo que mora hoje na saudade.
 Ah vida linda, vida louca, vida torta,
Que fizeste ao bater-me na cara tua porta?
Eu que amo passarinho, chuva, estrelas,
Flores e cheiro de terra molhada,
Eu que tenho alma de criança
Sonho, amo e não perco a esperança...
 Eu que vivo como pastor da noite
A escutar sonhos, gemidos
E dores de almas alheias...
Que fizeste comigo, ó vida?
Por que me negaste
O amor com que sonhei?
 Por que me deixaste
Sozinha e perdida
Na noite do passado
Sentindo n’alma o açoite
Do frio cortante
Da dor e da agonia?
Engolindo as lágrimas,
Preparo a face
Para o dia que se anuncia.
Encontrarei, por fim,
Em qualquer de tuas esquinas
A surpresa e o espanto
De uma sonhada alegria?
 A vida prossegue
Em cascatas e remansos.
E eu acalento a esperança

De ser plena um dia...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

FUGACIDADE





Nada posso prender
Senão na mente e no coração...
Tudo se esvai rapidamente,
Deixando-nos na solidão...
Hoje em mim mora a saudade
E as alegrias que, sabiamente,
Conservo como presentes,
Que a vida me dá a todo momento.
Vejo a beleza em tudo que me cerca
E bebo o cálice da vida com avidez
Se choro, as lágrimas são  banho da alma,
Levando todo meu ser à calma...
Somos todos folhas que caem
No eterno Outono das estações.
Prontos sempre à ressurreição...

terça-feira, 11 de junho de 2013

DESTINO DE PENÉLOPE


Tu vives,
Eu vivo 
E as horas da vida                                                
Se arrastam entre nós...                                      
E dói-me o tempo                                                
Que ainda me separa de ti.                                                                                                            T
u vives...
Eu vivo.                                                                     
Em algum lugar                                                       
Onde não estou,                                                        
Tu te moves,                                                               
Respiras, pensas
E sei que sofres...                         
Entretanto, talvez em sonhos,                                 
Ou desperto, nesta mesma noite,                              
Tu pressintas meu pensamento                               
Que se aproxima
 E te busca...                                                                                       
                                                                                                                                                                                                                                                               Tu vives:eu sei.                                                             
E é bem viva a saudade                                                
Que em meu peito                                                          
Bate no mesmo compasso
De meu coração.                                                                                                                           
                                                                                                                                                                     Tu vives e me chamas...                                                                       
Tu vives e esperas,                                                       
Assim como eu...
Para ser tua é que nasci.
De pés descalços tenho vivido,                                    
Na cadência de soluços e gritos.                                  
Desalentos e cansaços,                                                
Neste mundo ermo de amor,                                         
Deserto de piedade,                                                         
Luz e espanto,                                                                 
Sombra e encanto,                                                          
Dor e pranto...                                                                 

Reféns da eternidade,                                                  
Prisioneiros da matéria,                                                  
Temos que recriar a Vida...                                             
Ah, amor,                                                                            
Serás a metade de mim?...
Ou apenas um delírio
de minha pobre mente?...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ORAÇÃO

Dores, alegrias,
Amores e desamores,
Canto e pranto,
Belos esplendores,
Dúvidas e dilemas,
Saudades e desencantos...
Tempestades e iniquidades,
Tormentos e esquecimentos...
Flores na estrada,
Espinhos na carne...
Tudo vivido com amor e perdão.
Sempre presente a luz
No espaço sideral...
É a bondade de Jesus
A abraçar-me na oração...


sexta-feira, 24 de maio de 2013

DOCE LEMBRANÇA

Em teus braços o deleite
E o sonho de uma amor sem futuro...
A dor rasgou-me o peito
Quando partiste.
Mas, a saudade
E a doce lembrança
Viverão para sempre
Como parte de mim!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

DOR DE AMOR







Sou como uma andorinha triste
Em dias sem primavera...
Como aquela nuvem sozinha
Que o dia está a nublar
O amor em meu peito fez ninho
A nuvem se vai com o vento
Mas o amor não conhece o tempo.
O tempo revela o avesso
Dessa alma desalentada
Que vive embriagada
De uma saudade tão doída,
De uma vida sem alegria...
Ah, como quisera esquecer
Esta dor que me esmaga o peito
Mas este é um mal sem jeito!
Amores secretos
Que não conhecem o fim
Sabem deles os poetas
Que também sofrem assim...
Vejo beijos de namorados
Que pelas praças estão a sonhar
E busco aquele olhar de outrora
Que me despia nas auroras
E em noites de luar...
Hoje mora comigo a solidão
Que me trouxe a sina
De viver insone
Pelas madrugadas a chorar
Como uma louca desatinada...
Ah, amor,
Sei que em um dia qualquer.
Virás me buscar
Talvez até noutra vida,
Quem sabe?
E de novo vou me aninhar
Em teus braços benditos
E matar a dor infinita
Que tenho no peito cravada...
Ah, vida, tem piedade
Deste coração doente
E me leva depressa
Docemente, mansamente,
Ao encontro de meu amado
Que devolverá a alegria
Ao meu coração cansado...

terça-feira, 14 de maio de 2013

CLAMOR



Vem, amor! 
Acaso não sabes que toda uma vida
Passei a esperar por ti?
Vem, o outono já chegou,
O inverno se aproxima
E meu coração precisa do calor
Que só pode me dar o teu amor...
Vem, amor, onde estiveres,
Lembra que um coração sofrido
Sonha contigo sempre ao anoitecer.
Eu te vejo na lua,
Nas flores, no riso puro das crianças,
Na beleza do universo.
E, enquanto não vens,
Desfolho meus versos,
Como sangue e lágrimas
De um coração incontido...
Pelas madrugadas te chamo
e sem saber o teu nome
Como fêmea no cio eu clamo
Na altura de montanhas
Que vivem em meu pensamento.
Vem, amor,
Não tardes tanto,
Pois meu coração cansado
Anseia por ti!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

ESPERA DE AMOR




Quando a madrugada se anuncia,
Bem baixinho,
Teu nome pronuncio,
Com a esperança de que tua alma
Sondando a minha,
Também amanheça
Como a Estrela-Guia.
Esse amor que trago no peito,
Como um espinho,
Grita tão alto,
Mesmo quando te falo num cicio...
É ele que me faz levantar,
Viver e esperar,
Como Penélope de modernos tempos...
E, na janela, contemplando o belo dia,
Mando-te através do vento
Beijos, sussurros e gemidos...


segunda-feira, 15 de abril de 2013

DEUS E EU...

Choro,
Amo,
Luto,
Clamo,
Caminho,
Busco,
No lusco-fusco
Das madrugadas...
Rio,
Me deslumbro
Com as flores,
As crianças,
As maravilhas da Natureza.
Amo o ser humano,
mistério a ser desvendado...
Vejo a Beleza
E o Horror...
Oro,
Cabisbaixa e humilde...
Vejo o Rosto de Deus
Em tudo...
Eu, centelha d'Ele,
Vivo e morro 
Lentamente...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

SAUDADE





Bastou a primeira nota
pra meu coração disparar...
Mergulhou no passado
que desapareceu na rota
do oceano distante...
Hoje, nos desenganos,
que me visitam,
nas noites insones,
sem o consolo da prece,
o fogo ainda arde,
E a vida se esvai,
no pranto que cai.
O coração cansado
Ainda bate com espanto.
E, na fadiga,
Abissal e estranha,
ele ainda sonha...
O mesmo rosto,
o mesmo ardor...
E, no incerto adiante,
quem sabe o amor?
Amor sem nome
e sem destino...
Em mim os gemidos do ser
que se abrasa,
E no fogo do delírio,
Vou errante
pelos céus da fantasia...
Navego pelas estrelas,
recriando o amanhecer...
E no desespero do incerto
Na certeza da morte, 
Busco ainda a sorte 
de novos afetos e paixões.
E no deserto de mim mesma
Procuro a arte de viver
Com esta saudade sem sofrer...


PRECE DE HOJE







Senhor:
Humildemente, me ponho aos vossos pés,
Para vos pedir perdão
Por cada vez que ignorei o sofrimento
De algum irmão!
Eu vos amo tanto
Mas sou tão fraca.
Gostaria de ser capaz
De vos seguir em todas as situações.
Porém, tantas vezes tenho tropeçado
Em minhas imperfeições.
Segurai-me, Senhor, em vosso colo,
Pois não passo de uma criança espiritual,
Buscando, em noites escuras,
Vossa face consoladora...
Olhai para minhas aflições, 
Minhas inseguranças
E minha dúvidas.
Eu Vos entrego 
Este coração sofrido
Que busca em Vós
Toda
e qualquer esperança...
Amém!

terça-feira, 9 de abril de 2013

DIAS TRISTES




Vou tecendo a vida
Com fios de prata
Muitas vezes a neblina
Cega meus olhos
E alguma coisa
Se rompe dentro de mim
A alegria é atada
E sinto um amargo fim
Que não posso explicar...
Como se uma tragédia
Estivesse por acontecer...
Um aperto no peito
E uma dor fina
Tomam todo meu ser.
Qual será o nome
Desse sentimento?
Pressentimento ou saudade?...
Quem sou eu pra definir?
Só sei que o tempo corre
E, lentamente,
A morte se aproxima...
Os sonhos murcham,
Os amores morrem
E o sorriso em meu rosto
É uma triste caricatura...
Que poder tem a criatura
Pra deter o tempo
E aprisionar a felicidade?
São os dias tristes
Em que a alma desatina
Em loucos pensamentos
E a noite parece tomar conta
De dias sem aurora...
Ah, é tamanha a tristeza
Dessa dor sem nome
Que só existe uma certeza:
Um dia tudo acaba...

MEU LIVRO DE POESIA

MEU LIVRO DE POESIA
MEU LIVRO DE POESIA