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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

terça-feira, 13 de junho de 2017

A TRAGÉDIA DA VIDA


Navegando por entre estrelas,
Recriam o amanhecer,
Transmudam-se em ais
Afetos, dores e paixões...
Apelos, assombro, espanto
Ou apenas a coragem da vida?...
No eterno espaço 
Do dentro de nós mesmos,
No desespero do incerto
E na certeza da morte,
Vamos assim buscando a sorte
No encanto e desencanto
De quem nada pode fazer
Senão viver...

sábado, 10 de junho de 2017

SONHADORES DO CAMINHO


O amor repetido, 
as insônias, a fome, o grito:
caminhos de quem sonha...
Na palavra que fere,
no poema- navalha,
o desejo que agride e perdoa.
À sombra de nós mesmos,
a Verdade derramando utopias,
orvalhando os olhos,
ferindo a carne.
Sonhos-estilhaços
e a amarga missão 
de reconstruí-los
dia após dia.
Reinventando o amor, 
a esperança e a alegria...
Insistentes refazendo
o efêmero e o eterno...

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SONHO E AGONIA


Mil anos de sofrida espera,
Noites escuras de solidão,
Suspiros entre o silêncio
E os gritos da incompreensão.
Tempos de angústia e mãos vazias,
Ausências, sonhos e olhos vazados...
Um soluço de vida.
Um grito de esperança,
E o amargo do Tempo
Calando na alma
dor da ternura nos dando asas.
Uma imagem daquele que é
Ideal iluminado de liberdade.
Buscado eternamente
Sem cansaço e desalento...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

TRISTEZA

Caminhos trilhados,
Folhas pisadas,
Dores sentidas,
Tempos vividos,
Saudade doída.
Ventos de outono,
Noites sem sono,
Cama vazia,
Triste solidão.
Poesia triste
De um triste coração.
E o silêncio se abate
Na noite quieta.
Ao longe os trinados
De pássaros tristes

E gemidos loucos
De tristes poetas.
..

SONATA DA ESPERA


Amor, eu te espero
Com a ansiedade
De uma criança,
Que desconhece
Tempo e espaço,
E tem com a vida uma aliança.
Enquanto brinca feliz no paço...
Ah, amor, por quê não vens?
Não sabes de minhas dores
E desse caminho
Em que semeio flores
Para que um dia por ele passes?
Não sabes que te conheço em sonhos
E que toda noite
O vento como um açoite
Sussurra teu nome
Assim como a brisa
Que vem das montanhas?...
A juventude já se foi
E continuo a esperar-te,
Com esperança tamanha...
Quem sabe lerás meus versos
E sentirás que a vida
Não espera e nem tem piedade
Dos amantes?
Neste caminho por que vou
Tudo é tão incerto,
Mas sei que estás por perto...
E não tenho medo
e nem segredos,
pois meu coração é de criança.

DESERTOS


Por este caminho
Entre pedras, ventanias e tempestades
Caminho sozinha
Sem sonhos e fantasias...
Faltam-me muitas vezes
Amor e carinho.
Um ombro amigo
Que possa me acolher...
A solidão às vezes pesa tanto
Que tudo em mim se torna pranto.
É um deserto que devo enfrentar,
O avesso de mim que só Deus conhece,
É um oceano em que tenho
Que mergulhar
Para encontrar o meu eu verdadeiro.
Nesta áspera caminhada
Da vida aprendo os segredos
E perco todos os medos
Que marcaram minha infância
E juventude.
Hoje sei armar o veleiro
E navegar como é preciso.
E sei que a felicidade
Não depende de amor algum
Ela está dentro de mim
E ninguém me pode roubá-la
Pois só eu mesma
Sou dona do meu ser.
Mas, o amor que me deixou,
Como uma lâmina impiedosa,
Implantou em mim a eterna saudade..
Forças que desconheço
Teceram nosso triste destino
De viver sempre no deserto...

PENA DO AMOR PERDIDO



Não é esta a noite
E nem este o rosto....
São outros olhos
Que me olham
Com ternura e medo...
É uma outra boca
Que inventa
Palavras novas...
São outras mãos
Que buscam
A linguagem de meu corpo.
Não é esse tédio...
Mas a alegria do encontro
Não é essa a noite !
É aquela em que esgotei
Toda a vida.
Não é esse o amor
Que deixei perder
E não são essas
As lágrimas de encantamento !
Mas, é esta, decerto
A minha pena...

quinta-feira, 30 de março de 2017

ESTATURA


Na poeira do Cosmo
o meu planeta,
plasmado nos séculos,
cadinho de dor,
trabalha silente
em circunvoluções:
palco humilde
de nossas vidas,
instrumento precioso
de nosso trabalho,
guarda em seu seio
o toque carinhoso
de Mãos Divinas.
Intriga e deslumbra
aquele que foi
gerado pelo Amor;
fagulha minúscula 
da Eterna Fogueira,
que, no seu orgulho,
se julga senhor!

quarta-feira, 22 de março de 2017

OUTONO

Chuva leve na vidraça,
folhas e flores no chão
Vento fazendo pirraça:
Natureza que se despe
sem pudor e com tesão
O velho a se renovar
Com o vazio abrindo espaço
para o novo adentrar...
Daí a pouco a hibernação
Para tudo explodir em cores
É o apelo e a roda da Vida
Com todos os seus amores... 


terça-feira, 14 de março de 2017

NO PIÃO DA VIDA



Em sonhos sigo à frente
Com a alma nua e despudorada
Em eternos combates
Com a frieza do mundo
O pião girando impiedoso
Na dança da vida atado
A dor me abate
Mas a ânsia de viver continua...
Gira pião, gira!
E eu tonta de amor
Sou levada ao acaso...
Também vou nessa dança
Mesmo sem par.
Como uma cigana livre
Bailo e giro tal qual o pião...
Assim vou levando a vida
Aos tropeços, seguindo a canção.

quinta-feira, 9 de março de 2017

VELHICE


Vergada pelos anos
Num monólogo triste
Ela busca lembranças
Que a confortem
Mas o Tempo
Como um vento
Que a tudo varre
Desvanece-lhe as imagens...
E o soluço sufocante
Fecha-lhe a garganta.
A solidão pesa e tortura
E só Deus pode ouvir
Seus gemidos presos no peito
Vai longe o berço que embalava
E os sonhos por quê lutava...
Hoje, apenas essa velha
Que caminha devagar
Em direção a um futuro
Que não existe aqui...

domingo, 5 de março de 2017

DOR



Esse frio na alma
Esse punhal na carne
Esse tormento que me consome
Essa noite que não termina
Esse veneno no sangue
Essa doença que contamina
Essa solidão tristonha
Esse vento sem rumo
Esse barco sem cais
Essa tempestade que aterroriza
Esse buraco sem fundo
É a dor medonha
De sua ausência
Que espanto com meus ais...

quinta-feira, 2 de março de 2017

DESILUSÃO


Já não acredito em paixões
Que incendeiam o corpo
Toldam a mente
Ardem na veia
Guiam-nos sem peia.
Nada são senão ilusões.
Meus sonhos e utopias
foram morrendo pelo caminho...
O amor é o que me guia
Por desertos afora...


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

INVERNO DE MIM MESMA

Sou um baú de lembranças
E um poço de saudade.
Sou uma velha-menina
Com seus sonhos envelhecidos
Caminhando de novo
Por tempos já idos.
Sou o exílio de mim mesma
Buscando portos que não existem
Tendo que viver
Sem nunca encontrar o porquê...

MEU LIVRO DE POESIA

MEU LIVRO DE POESIA
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