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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

quinta-feira, 30 de março de 2017

ESTATURA


Na poeira do Cosmo
o meu planeta,
plasmado nos séculos,
cadinho de dor,
trabalha silente
em circunvoluções:
palco humilde
de nossas vidas,
instrumento precioso
de nosso trabalho,
guarda em seu seio
o toque carinhoso
de Mãos Divinas.
Intriga e deslumbra
aquele que foi
gerado pelo Amor;
fagulha minúscula 
da Eterna Fogueira,
que, no seu orgulho,
se julga senhor!

quarta-feira, 22 de março de 2017

OUTONO

Chuva leve na vidraça,
folhas e flores no chão
Vento fazendo pirraça:
Natureza que se despe
sem pudor e com tesão
O velho a se renovar
Com o vazio abrindo espaço
para o novo adentrar...
Daí a pouco a hibernação
Para tudo explodir em cores
É o apelo e a roda da Vida
Com todos os seus amores... 


terça-feira, 14 de março de 2017

NO PIÃO DA VIDA



Em sonhos sigo à frente
Com a alma nua e despudorada
Em eternos combates
Com a frieza do mundo
O pião girando impiedoso
Na dança da vida atado
A dor me abate
Mas a ânsia de viver continua...
Gira pião, gira!
E eu tonta de amor
Sou levada ao acaso...
Também vou nessa dança
Mesmo sem par.
Como uma cigana livre
Bailo e giro tal qual o pião...
Assim vou levando a vida
Aos tropeços, seguindo a canção.

quinta-feira, 9 de março de 2017

VELHICE


Vergada pelos anos
Num monólogo triste
Ela busca lembranças
Que a confortem
Mas o Tempo
Como um vento
Que a tudo varre
Desvanece-lhe as imagens...
E o soluço sufocante
Fecha-lhe a garganta.
A solidão pesa e tortura
E só Deus pode ouvir
Seus gemidos presos no peito
Vai longe o berço que embalava
E os sonhos por quê lutava...
Hoje, apenas essa velha
Que caminha devagar
Em direção a um futuro
Que não existe aqui...

domingo, 5 de março de 2017

DOR



Esse frio na alma
Esse punhal na carne
Esse tormento que me consome
Essa noite que não termina
Esse veneno no sangue
Essa doença que contamina
Essa solidão tristonha
Esse vento sem rumo
Esse barco sem cais
Essa tempestade que aterroriza
Esse buraco sem fundo
É a dor medonha
De sua ausência
Que espanto com meus ais...

quinta-feira, 2 de março de 2017

DESILUSÃO


Já não acredito em paixões
Que incendeiam o corpo
Toldam a mente
Ardem na veia
Guiam-nos sem peia.
Nada são senão ilusões.
Meus sonhos e utopias
foram morrendo pelo caminho...
O amor é o que me guia
Por desertos afora...


MEU LIVRO DE POESIA

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