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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

AMBIGUIDADE



Sou terra,
Sou ar,
Sou fogo,
Sou água.
Sou lua e sol,
Estrela e cometa.
Sou chuva e vento.
Sou face de outra face...
Sou amor e ternura,
Solidão e multidão.
Dor e alegria,
Começo e fim,
Sou espelho e caminho,
Jornada e descanso,
deserto e oásis.
Sou filha do Universo.
Amor em busca de paz...
Humana em busca do Divino.
Pecado e graça,
Pecadora e santa.
Sou Tua, Senhor,
meste mistério da Vida
E nesta longa caminhada,
De pés doloridos,
De alma cansada,
Águia em voo aberto
E andorinha buscando o ninho.
Sou tudo e sou nada,
Anjo e demônio,
Gente, enfim.
Somente isto...

domingo, 29 de janeiro de 2012

SAUDADE



Bastou a primeira nota
pra meu coração disparar...
Mergulhou no passado
que desapareceu na rota
do oceano distante...
Hoje, nos desenganos,
que me visitam,
nas noites insones,
sem o consolo da prece,
o fogo ainda arde,
E a vida se esvai,
no pranto que cai.
O coração cansado
Ainda bate com espanto.
E, na fadiga,
Abissal e estranha,
ele ainda sonha...
O mesmo rosto,
o mesmo ardor...
E, no incerto adiante,
quem sabe o amor?
Amor sem nome
e sem destino...
Em mim os gemidos do ser
que se abrasa,
E no fogo do delírio,
Vou errante
pelos céus da fantasia...
Navego pelas estrelas,
recriando o amanhecer...
E no desespero do incerto
Na certeza da morte,
Busco ainda a sorte
de novos afetos e paixões.
E no deserto de mim mesma
Procuro a arte de viver
Com esta saudade sem sofrer...




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

AMORES



Só conhece a ânsia de chuva
Quem provou a secura do sertão.
Só sabe do encanto da brisa
Quem sentiu o ardor do sol.
Só aspira por um grande amor
Quem já sofreu de solidão...

Andar de mãos dadas,
Falar baixinho ao ouvido,
Beijar com paixão,
Trocar juras eternas,
Sentir o fogo nas entranhas,
Apagado pelo abraço bendito,
Pela fusão dos corpos,
Pelas carícias feitas
De pura delícia...

Pela praia, pelos montes,
Seja lá onde for,
Sempre colherão flores
Os amantes...
E sempre haverá despedidas,
Dor, lágrimas, separação...
Esperas e dores esquecidas...
E a eterna esperança
De reencontros de instantes...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

RECORTES DE VIDA



Cadeiras na porta,
Fala mansa
Dentro da morna tarde...
Lembranças do passado
No gostoso da conversa.
Brisa suave,
Crianças na rua,
Namorados na praça.
Calmaria
No vai-vem do balanço...
Risos de velhos,
Gargalhadas de crianças,
Sussurros de jovens:
A vida que prossegue.
Sonhos e fantasias
Nas bolhas de sabão.
Bela estrela-cadente
Que corta os céus
No chegar da escuridão.
Passado, futuro, presente,
O que tenho nas mãos?
O poder de projetar uma vida
Ou o silêncio de aceitar uma sina?
Beleza, amor e paixão,
Dor, anseio e saudade...
Vida que corta
Como punhal
E, paralelamente,
Nos leva ao cume
Do gozo e da ilusão.
Vida de invernos
Que nos congelam as almas
E belas primaveras
Que acendem esperanças.
Outonos de promessas
E verões de lassidão...
Vida que alucina
E nos tem como prisão...
Vida em estilhaços
De um vadio coração...



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ANDARILHOS DOS SONHOS


Eles têm a dimensão
De seus sonhos,
Cujas asas misteriosas
Os levam a um mundo
Mais alto...
Livres
Até em minúsculas celas
De prisão,
Com o soluço
Que morre na garganta,
Vão deixando no caminho
As marcas da liberdade,
As pontes da fraternidade...
Eles têm o dom fascinante
Da loucura
E de nada vale contra eles
A tirania...
Sabem que a libertação
Traz a dor
E o sangue.
Mas eles não temem,
Pois, sob as cinzas
Da liberdade sufocada,
Estão as fagulhas
Que haverão de provocar
O incêndio
E destruir a opressão.
Ninguém se faz peregrino
Ou andarilho
Carregando bagagem
Pesada...
Por isto,
Eles vão vestidos
Apenas de sonhos
Pacificar as almas,
Demolir os muros
Da discórdia
E redimir os pecados
Dos poderosos...

sábado, 21 de janeiro de 2012

CONTEMPLAÇÃO



Começa o alvorecer
E no silêncio do dia
Que se inicia
Apenas a música da mata...
Os mais belos trinados
e sons que não identifico...
Minha alma arrebatada
Sente a grandeza do Criador.
Dentro de mim somente a paz
E a vontade louca
de mergulhar no Infinito.
As plantas se cobrem
com as lágrimas da noite
a acariciar-me e deliciar-me
com seus odores e cores.
E o murmúrio das águas,
ali perto,
trazem-me alento e vigor...
A Natureza é tão bela
e nos transmite tanta harmonia.
Gostaria de esse momento perpetuar
E nada mais fazer
Senão a Beleza contemplar!
Conservar para sempre,
dentro de mim,
essa plácida quietude,
que só ela pode nos dar...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A FESTA DA VIDA



Há festa lá fora:
Ouço cantos de crianças,
sons de fogos,
acordes de um violão.
Sim, há festa lá fora!
Não sei o porquê.
Devem estar festejando a própria vida...
Olho pela janela
E vejo crianças em roda,
Namorados na praça,
E velhos sentados
Em cadeiras nas calçadas.
Mas não há festa dentro de mim...
Meu coração oprimido
Chora baixinho...
A dor de uma amor perdido,
De pés cansados
De uma longa caminhada.
E os acordes do violão
Parecem estar
No ritmo de meu coração...
Há festa lá fora
E luto dentro de mim...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SERESTA NO SERTÃO



A noite estrelada e enluarada
Traz acordes tristes
De um violão.
E a voz do seresteiro
Parece chorar
Dentro da noite
Com um tom de tristeza
A lembrar um pássaro triste
Piando na solidão...
Por trás da janela,
Um coração partido
Sabe bem a razão.
A lembrança de um único beijo...
De um amor que não aconteceu...
Na beleza da noite clara
Brilha uma luz rara...
E nas sombras das colinas
Fantasmas do passado
Passeiam pelas alamedas
Acompanhando o amado
Em sua triste sina
De apenas poder cantar
Para a musa de sua vida...
O vento também canta
Trazendo recordações
E na noite quente do sertão
Uma estrela cadente
Assiste sentida
À dor de duas almas tristes
Destinadas à solidão...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A GRANDE CHAMA



Senhor:
Sinto, dentro de mim,
Arder a grande chama;
É ela que me impulsiona
Nesta ânsia fecunda
E infinda de criação.
É ela que faz de mim
Um novo arquiteto do cosmo
E me impele ao caminho
Ascendendo-me numa busca constante...
É ela que me faz toda amor
E emana de mim em doces eflúvios.
É ela o Cristo interior
Com quem me deparo
Nos momentos de encontro...
Sois Vós, Senhor,
Esta chama que me faz arder de amor!

sábado, 14 de janeiro de 2012

RETRATOS VELHOS


O baú sozinho
A vida registra.
Retratos velhos
De gente esquecida
E tempos idos
Na solidão doída...

A mente brilhante
Já nada registra
E os olhos sem vida
Já não percebem
Nem o baú,
Nem os retratos
E a própria vida...

A doença adormeceu
Os neurônios ativos outrora.
O tempo esgotou
A energia perdida.
Baú, retratos, gente e vida:
Nada mais a mente registra.


E diante da porta
Ou na janela debruçada,
Os olhos sem viço
Contemplam indiferentes
O casal que passa,
A árvore florida,
O gari que limpa
A bela avenida...

As fotos do baú
Guardam a beleza,
A alegria e a vida
Que a mente já não registra.

Qual criança sem noção
De tempo e realidade
Os olhos só veem
Objetos e gente
Num triste olhar ausente.

E aqueles que tanto amou
Sofrem e choram
Sem saber
Se em algum recanto
Da mente adormecida
Existe ainda algum
Lampejo de vida
Ou saudade dos dias
Tão belamente vividos...





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MINHA PRECE DE HOJE


Senhor,
Eu vos louvo pelas mãos calejadas
Que trabalham por mim!
Pelo ventre que me abrigou,
Pelo seio que me amamentou,
Pelas mãos que me guiaram,
Pelo amor que me deu a vida!
Eu vos louvo
Pelas pedras na estrada,
Pelo carinho dos amigos,
Pela dádiva dos filhos,
Mestres e discípulos!
Eu vos louvo pela alegria e pela dor!
Eu vos louvo, Pai,
Pelas civilizações que me precederam,
Por todos aqueles que criaram
O que, hoje, nos facilita o existir!
Eu vos louvo, ó meu Criador,
Pela beleza do universo,
Que os olhos e os corações dos artistas
Tão bem nos comunicam,
Através da argila, do som, das cores, das palavras!...
Eu vos louvo por meus olhos,
Que podem contemplar as vossas maravilhas;
Por meus ouvidos que podem encantar-se
Com os sons;
Por minhas pernas,
Que têm me levado por tantos caminhos;
Por minhas mãos que tanto têm
Trabalhado,
Abençoado. acolhido, acariciado!
Por meu coração que tanto tem amado!
Pela engrenagem extraordinária
Que é meu corpo, templo do Espírito!
Eu vos louvo, Senhor,
Pelas crianças,
Pelos jovens,
Pelos velhos,
Pelos operários, pelas lavadeiras,
Pelos camponeses,
Pelos missionários...
Por todos aqueles que fazem, com amor,
A sua obra!
Eu vos louvo
Pelas aves do céu,
Pelas flores do campo, pelas águas
Dos mares, rios, lagos, riachos e cascatas!
Eu vos louvo, Senhor,
Por toda a Criação
Que reflete,
Como em um espelho
Multifacetado,
A vossa face,
O vosso amor, a vossa beleza,
A vossa misericórdia!
Amém!








quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AMOR ÁGAPE


A vida passa num instante
Raio que corta o Infinito
E quem pensa que o céu está distante
Não conhece o Amor bendito
Que nos faz seguir adiante.
Amor que transforma e reluz
Que nos ensina a ser melhores.
Amor que a todos seduz.
Um querer sem medida
E sem condição
Uma alegria incontida
Que nos aquece o coração.
Alegria de viver
Uma vida cheia de cores
E belos caminhos trilhados.
Caminhos de felicidade
Mas, de dores, também,
Pois a dor é a oportunidade
De nos fazer crescer no Bem!
Vai, discípulo,
Caminha sem descanso
Porque adiante vem o remanso!
Derrama tuas lágrimas, sem pudor,
Pérolas por Deus recolhidas
E confia no Amor Maior!
Aprende a lição da Vida
Simples dever de casa
E coloca numa pátena
Todo aprendizado sereno!
Abraça a humanidade
Num amplexo amoroso
E, com toda humildade,
Torna-te um Mestre piedoso!

POETA-MENINO



Poeta-menino,
Que cavalga
Pelo vento...
Sorriso aberto,
Por sendas incertas,
De um coração
Sem tamanho...
Alegria cantante
De quem conhece
Os segredos e mistérios
Da vida...
Poeta-criança,
Criança travessa
De muitas travessias...
Segue pelo mundo,
Ó poeta,
Distribuindo
Amor e alegria!
Dança a dança
Do universo
E ensina,
Com sua sabedoria,
A outros o passo
Dessa dança
Que cria
Compaixão e bondade,
No ritmo exato
Do compasso
Da dança da divindade...
Erê do sertão,
sertão da Bahia,
Terra de mistérios,
Festança e cantoria...
Poeta e mestre,
Desvenda os desvãos
E abismos da alma,
Nos caminhos espalhando,
A mãos cheias,
Todo o segredo
De sua felicidade.
Canta,
Dança,
Verseja,
Ensina
E semeia,
Pela estrada,
Os frutos
De seu coração
De menino...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

GENTE DO SERTÃO



Dois dedos de prosa
No momento letárgico
Da tarde morna
Que lenta se esvai
A vida pára
Lá no sertão.
O chão em brasa
A boca seca
O suor que escorre...

A criança chora
Na noite vazia
E na casa escura
Com fogo apagado
Os dias correm
E os olhos se viram
Com a eterna esperança
Para um céu azul.

Cachorro esquelético
Na tarde morna
Apenas dormita
E a prosa é triste
“Será que chove?”
“Sei não...”

E a prosa morre
No silêncio doído
Da gente sofrida
Do pobre sertão
Que vira notícia
De jornal e televisão

Notícia logo esquecida
Como aquela gente
Sem afeto e pão.
Amanhã o jornal noticia
A chuva que chega
E tudo vira inundação

Na água se perdem
Panelas vazias
Sonhos e casebres se vão.
Vida é coisa besta
Festa e alegria
Dor e pranto...
Com a colheita
O riso e o pão.

E, depois, tudo se repete
Como num triste refrão.
Isto é vida?
Sei não...
Mas sertão também tem
Ipês floridos, bromélias e alecrins
Poços e cascatas escondidas
Frutos suculentos e saborosos
Que alimentam a gente da terra
E extasiam aqueles
Que por lá vão.

Tem festa de igreja
E santos de devoção
Tem cantos plangentes
De gente que sabe
Rendar e celebrar a vida
Que sempre renasce
Como flor em botão.










PROMESSA



Quisera poder ficar
e repousar em ti,
pois meus pés sangram
e o cansaço me domina,
mas o mundo me chama ainda.
É preciso que eu ande
por todos os caminhos
e que derrame todo o orvalho
de meu coração.
É preciso que eu navegue
por todos os mares
e conheça todos os portos.
É preciso que eu veja
a Face de Deus
no rosto de todos os homens.
É preciso que eu vá com os ventos
e cante meu hino
por todos os cantos
e volte, depois, com a chuva,
pra fertilizar
a terra do teu espírito!

domingo, 8 de janeiro de 2012

SAUDADE



Bastou a primeira nota
pra meu coração disparar...
Mergulhou no passado
que desapareceu na rota
do oceano distante...
Hoje, nos desenganos,
que me visitam,
nas noites insones,
sem o consolo da prece,
o fogo ainda arde,
E a vida se esvai,
no pranto que cai.
O coração cansado
Ainda bate com espanto.
E, na fadiga
Abissal e estranha,
ele ainda sonha...
O mesmo rosto,
o mesmo ardor...
E, no incerto adiante,
quem sabe o amor?
Amor sem nome
e sem destino...
Em mim os gemidos do ser
que se abrasa,
E no fogo do delírio,
Vou errante
pelos céus da fantasia...
Navego pelas estrelas,
recriando o amanhecer...
E no desespero do incerto
Na certeza da morte,
Busco ainda a sorte
de novos afetos e paixões.
E no deserto de mim mesma
Procuro a arte de viver
Com esta saudade sem sofrer...


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

DOR DE AMOR



Sou como uma andorinha triste
Em dias sem primavera...
Como aquela nuvem sozinha
Que o dia está a nublar
O amor em meu peito fez ninho
A nuvem se vai com o vento
Mas o amor não conhece o tempo.
O tempo revela o avesso
Dessa alma desalentada
Que vive embriagada
De uma saudade tão doída,
De uma vida sem alegria...
Ah, como quisera esquecer
Esta dor que me esmaga o peito
Mas este é um mal sem jeito!
Amores secretos
Que não conhecem o fim
Sabem deles os poetas
Que também sofrem assim...
Vejo beijos de namorados
Que pelas praças estão a sonhar
E busco aquele olhar de outrora
Que me despia nas auroras
E em noites de luar...
Hoje mora comigo a solidão
Que me trouxe a sina
De viver insone
Pelas madrugadas a chorar
Como uma louca desatinada...
Ah, amor,
Sei que em um dia qualquer.
Virás me buscar
Talvez até noutra vida,
Quem sabe?
E de novo vou me aninhar
Em teus braços benditos
E matar a dor infinita
Que tenho no peito cravada...
Ah, vida, tem piedade
Deste coração doente
E me leva depressa
Docemente, mansamente,
Ao encontro de meu amado
Que devolverá a alegria
Ao meu coração cansado...










quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

VOZES TRISTES



Que vozes misteriosas são estas
Que falam dentro da noite,
Trazidas pelo vento
E pelo marulhar das ondas?
São um canto e um gemido,
Lamentos de almas tristes,
Peregrinas como a minha?
Trazem-me uma saudade imensa
De outras praias distantes,
De locais ignorados.
De afetos perdidos,
De vidas esquecidas...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

AMOR


Eu quero um amor
Que me incendeie o coração
Um amor que me embriague,
Que me traga rubor à face.
Eu quero um amor de verdade
Que só me dê felicidade,
Mesmo que me faça chorar
E me mate de saudade...
O que não posso é viver assim,
Tão triste e solitária.
Com a alma explodindo de amor...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

DOR DO FIM...


No silêncio da noite,
Como o piar solitário de um pássaro,
Chora uma alma sentida
A saudade que, como açoite,
Fere-lhe o peito doído.
Que ladrão é este
A que chamam de tempo,
Nos roubando seres queridos
E, além disso, a mocidade?...
Ah, dias de intensa alegria,
Ah, momentos de suprema felicidade!...
Dentro e fora de mim,
Somente as trevas da solidão
A chicotear-me.
Minh’alma caminha vadia
Pelos dias de outrora...
Hoje, no entardecer,
Que a noite anuncia,
Choro sobre a tumba triste
Este inexorável fim,
Punhal cravado em meu coração...

domingo, 1 de janeiro de 2012

ESPERA DE AMOR


Quando a madrugada se anuncia
Teu nome eu pronuncio,
Bem baixinho,
Com a esperança de que tua alma
Sondando a minha,
Também amanheça
Como a Estrela da Manhã.
Esse amor que trago no peito,
Como um espinho
Em meu pobre coração,
Grita tão alto,
Quando eu te falo num cicio
Deste sentimento que me alimenta.
É ele que me faz levantar,
Viver e esperar,
Como a Penélope de modernos tempos...
E, na janela, contemplando o belo dia,
Mando-te através do vento
Beijos e sussurros de paixão...

MEU LIVRO DE POESIA

MEU LIVRO DE POESIA
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