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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

sábado, 26 de maio de 2012


VOU-ME EMBORA...



Vou-me embora, vou-me embora
Vou pra Biribiri,
Onde o céu encontra a serra
Num abraço espetacular.
E os amigos que tenho aqui
Também terei lá...
Biribiri é o paraíso na terra,
“Seu moço, ainda não lhe contaram?!”
Minha Montes Claros já não há
E minha história está a terminar...
Vou-me abraçar às árvores,
Escutando o canto das águas
E os sussurros da mata...
Vou em busca da paz,
Que haverá de embalar meus dias.
Vou em busca do amor eterno,
Que da vida foi sempre minha canção...
Vou dançar com o cerrado,
Beleza pura do sertão.
Vou contemplar o Espinhaço
E ver a face de meu Pai.
Vou andar pelas matas
Entre “sabonetes de soldado”,
Orquídeas maravilhosas,
sempre-vivas de todo tipo
E mil outras singelas flores.
Vou ouvir “vesperatas”
E respirar somente Arte...
Vou viver lá pertinho do céu...


terça-feira, 22 de maio de 2012

MUSA TRISTE








Enquanto houver
Amor e saudade.
Alegria e esperança.
Sempre haverá canto.
Enquanto houver em mim
Um único sopro de vida,
Haverei de fazer versos.
E, enquanto houver
Crianças chorando
E países em guerra,
Meus versos serão tristes...





quinta-feira, 17 de maio de 2012

PRANTO NA MADRUGADA


PRANTO NA MADRUGADA


No vai e vem das horas
Me ponho a meditar
Tempo que me foge
E amor que me arde
Saudade como o vento
Batendo na janela
Janela de minh’alma

Rostos, gestos e nomes
Tudo morto e levado pelo tempo
Mas, bem viva esta dor
Que me queima o coração
Dor de quem vive
de quem espera
e tanto ama...

E nas asas do tempo
E do vento
Minh’alma viaja
Por ermos lugares
Lá no passado.

Por tão grande amor
E por tão grande dor
Criam-me asas:
Não sou apenas mulher
Mas pássaro ferido
Em tempestade perdido...

Sou noite, sou dia,
Sou primavera e outono
Sabiá e cotovia
Meu canto triste
Se perde em madrugadas frias
E na solidão de meu quarto
Fantasmas me visitam
E ouvem tristes
Este meu canto...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

AMOR SEM FIM




Noite morna, chuva fina,
Céu escuro, sem estrelas.
Minh'alma grita palavras de amor
Levadas ao léu.
No silêncio da noite
Ninguém a escutar-me
Senão as nuvens escuras do céu.
Busco na lembrança
Os beijos doces
E as palavras ternas
Que se perderam no tempo e espaço.
Só as musas a encherem minha solidão.
Só os poetas a falarem ao meu coração.
Ah vida louca!
Que me roubou todos os amores
E me sufoca no peito
Os gritos da loucura
De um amor que não morre...
Minhas palavras se perdem na noite
E a minha dor
Morre triste em meu peito...
Teus olhos azuis ainda me fitam em sonhos
e teus braços fortes me abraçam
Com desejo incontido.
Mas acordo e ainda meio sonâmbula
Te busco no lado vazio da cama...
Será meu destino terminar assim
Minha vida sem amor algum
Quando ela ainda vibra tão forte em mim?
Se a prata enfeita os fios de meu cabelo
E linhas finas marcam-me o rosto
Dentro de mim a alma inda grita
Por um novo amor!



quinta-feira, 10 de maio de 2012

NOITES DA ALMA...




Quem pode levar de mim essa tristeza?
De nada vale do por-do-sol a beleza,
Dos amigos o carinho...
Quem há de enxugar as lágrimas,
Que teimam de minha face rolar?
Na vida só tenho feito amar
E as dores das noites da alma
Teimam em não passar...
Perco-me em orações
E
entrego a Deus as provações.
Mas a tristeza resolveu em mim morar...
Haverá no mundo alguém que
estas lágrimas possa enxugar?
Haverá uma doce criatura
que o riso em meus olhos
poderá fazer voltar?
Venha, venha amor desconhecido,
Que minh'alma está cansada de esperar..

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O GRITO DO SILÊNCIO


O GRITO DO SILÊNCIO


Que dizem as palavras?...
Nada...
Diante de profundos
Sentimentos
E de arroubos
De deslumbramento,
A palavra se cala.
Silêncios de espera,
Povoados de sonhos...
Silêncios de tortura
E de loucura.
Silêncios de esperanças,
Silêncios de solidão,
Silêncios de perdão...
Os olhos em brasa,
O coração aos pulos,
Tudo fala
De um amor sem cura...
Um silêncio de fraturas
Da alma,
Que ficou em estilhaços
Pelo
silente caminho...
Silêncios de inverno,
Gritando pela primavera.
Esperança sincera,
Dentro da tarde mansa.
Que, em silêncio,
Espera o anoitecer,
Quando tudo poderá acontecer... 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A POESIA









O que vieste buscar? 
Acaso não sabes que o poeta
Só sabe amar e sonhar? 
Ah, buscas a Poesia?! 
Ela não mora aqui. 
Mora no Olimpo, 
Onde, como deusa, em voo aberto, 
Abre as asas no azul incerto 
E mira o infinito. 
Nas curvas do mundo, 
Abraça a Filosofia, 
Bebe da fonte-guia 
E deixa, no etéreo, 
Sussurros e no ar os soluços... 
Ela vai e vem, 
Namorando o tempo 
E seguindo o vento. 
É mulher tinhosa 
Que só sabe 
Cantar e encantar. 
Ó musas que me fascinam, 
Ouvi o meu grito 
E enxugai o meu pranto! 
Mas eu não tenho lógica, 
Nem razão. 
Sou apenas emoção... 
O que me move é a paixão. 
Sou criança 
E perambulo entre fantasmas, 
Sonhos, medos,
Saudade e esperanças. 
Não me cobrem explicações, 
Eu não tenho razões! 
A beleza me encanta e extasia. 
Minh’alma se debruça sobre o Belo 
E agradece comovida 
Por poder contemplar 
O que, decerto, 
Só pode ser 
A imagem do Criador. 
As cores que se misturam 
Numa bela tela... 
As formas que deslumbram 
Seja no gesso, 
No mármore ou na madeira! 
O sorriso de uma criança 
E sua alegria tão pura... 
Uma bela canção, 
Um belo texto 
A tocar as cordas da alma... 
Onde vive a Beleza eu estou.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A MENINA E A VIAGEM



Na janela do trem,
O rosto para fora
E o vento gelado...
A menina ansiosa
De nariz preto de fumaça
Ia feliz ao encontro do pai
Que em outra estação esperava...
Pela primeira vez sozinha viajava,
Sem medo no coração disparado,
Pois sabia que logo adiante
Braços amorosos e seguros,
Ansiosos também a esperavam.
A aventura da viagem
Trazia-lhe rubor à face
E já pensava na vantagem
Que contaria aos irmãos
Vivendo numa longínqua cidade,
Irmãos que, também, felizes aguardavam
A volta da irmãzinha.
Era o retorno para casa,
Tantas vezes sonhado...
Era o fim de uma etapa
De sua pueril jornada
Naquela escola gostosa
Daquela cidade em que geava...

A HORA DO AMOR

No minuto do silêncio 
A alma que fala. 
Na boca que cala 
o grito sufocado. 
Nos olhos que se olham 
o infinito desvelado.
Na paz da fusão 
um só coração
bate descompensado...
No calor da noite, 
no frio da madrugada,
o silêncio do sagrado. 
Entrega completa 
no delírio de êxtase repleto...

MEU LIVRO DE POESIA

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