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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

sábado, 31 de dezembro de 2011

AMOR DE OUTONO



Tempo que passa
Sem que se dê conta
Saudade que fica
E me deixa tão tonta
Entre passado e presente...
Um amor sem porto
Uma dor que machuca...
E neste limbo ainda busco
A emoção que renasce
Em eterna primavera.
O coração desconhece
Idade e velhice
E bate frenético
Num ritmo louco
Na sonata da espera.
Em que terra,
Em que cais,
Em que estrela
Tu te escondes?
Não vês que cansada
Clamo teu nome
Em madrugadas insones?
Vem, amor!
Sufoca esse grito,
Com teus beijos.
Incendeia minh’alma
E me mata de vez...
Me embriaga em teus braços,
Mergulha em meus olhos
E, num doce galope,
Viaja comigo
Ao belo infinito...
Apaga o tempo e o passado
E me faz de novo menina
Pelos sonhos arrebatada.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O GRITO DO SILÊNCIO


Que dizem as palavras?...
Nada...
Diante de profundos
Sentimentos
E de arroubos
De deslumbramento,
A palavra se cala.
Silêncios de espera,
Povoados de sonhos...
Silêncios de tortura
E de loucura.
Silêncios de esperanças,
Silêncios de solidão,
Silêncios de perdão...
Os olhos em brasa,
O coração aos pulos,
Tudo fala
De um amor sem cura...
Um silêncio de fraturas
Da alma,
Que ficou em estilhaços
Pelo silente caminho...
Silêncios de inverno,
Gritando pela primavera.
Esperança sincera,
Dentro da tarde mansa.
Que, em silêncio,
Espera o anoitecer,
Quando tudo poderá acontecer...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A HORA DO AMOR


No minuto do silêncio
A alma que fala.
Na boca que cala
o grito sufocado.
Nos olhos
que se olham
o infinito desvelado.
Na paz da fusão
um só coração
bate descompensado...
No calor da noite,
no frio da madrugada,
o silêncio do sagrado.
Entrega completa
no delírio
de êxtase repleto...



AO MEU AMADO



Não permita que a vida
Lhe escorra pelos dedos...
Tanta beleza por viver,
Tanta tristeza a padecer...
Tantos risos a se gargalhar.
Não fuja do amor por medo,
Pois de todos haveremos
Um dia nos separar...
Não deixe de viver
Este lindo momento
Que o faz vibrar
E jamais fugirá
De seu nobre
Ou lascivo pensamento...
Viva intensamente,
Beba o cálice até a borda,
Pois vida, meu amado,
Não sei se outra lhe será dada...
Cante com as manhãs,
Adormeça com as estrelas,
Deixe que a lua de prata
Ilumine sua alcova
E seus sonhos mais sublimes
E loucos...
Ouça os pássaros,
Veja as flores,
Sinta o perfume
Que aromatiza o ar...
Ouça o silêncio
E os sons da mata!
Viva! Viva plenamente!
Pois vida é Amor,
Vida é beleza,
É ter em tudo ardor,
Paixão de se doer!...

AS FLORES HAVERÃO DE VOLTAR...



Dias nublados
Dias de chuva,
Dias de sol,
Noites frias,
Noites de dor,
Noites de sonhos...
Coração acelerado
Respiração sufocada
Lágrimas derramadas
Na noite estrelada
A saudade minando
Minha vida
Sem primaveras
Quem sabe desta dor
Que a face tão bem esconde?...
Tu, porém, onde estiveres,
Percebes meus passos
Que te seguem em ânsia profunda...
Pressentes ao teu lado
A presença invisível
Deste amor que não morre...
E um dia, eu sei,
Haverás de lembrar-te
Do tempo de devaneios
Em que juntos projetamos
Um futuro que não veio...
Haverás de voltar, eu sei,
Porque sabes que ninguém
Te amou como eu...
Segredos guardados
Em minh’alma soterrados
Só a ti poderão ser revelados
E só então
Haverá flores em meu coração...

O POEMA QUE NÃO FIZ...



Não consegui fazer o poema que queria...
Era preciso debruçar sobre a vida
E as palavras,
As janelas, desvãos
E máscaras de outras almas...
Viver dias de completa alegria
E momentos de plena agonia.
Estar no agora, viva,
Cheia de sonhos e utopias...
Mergulhando em abismos,
Explorando terras e gentes
E sentindo o ardor e a solidão dos desertos...
Tenho estações como a Natureza
E o meu poema não podia sair
No inverno de minha alma,
Pois tudo parece morrer no inverno...
Mas, a primavera sempre há de voltar
E o que parecia morto haverá de renascer.
Assim como renascem as plantas...
Caminhando sozinha
Pelos caminhos da existência,
Encontrei flores e frutos,
Crianças que sorriem,
Outras que já entram em processo de suicídio...
Amigos fiéis, além de pais,
Que foram porto seguro.
Bênçãos de Deus, presentes dos céus...
Minha vida é e foi tão simples,
Amor, dor, lágrimas, risos
Como a vida de toda gente...
Trabalho e descanso,
Oro e contemplo,
Medito e reflito,
Leio e filosofo...
Escrevo para que a memória não se perca,
Mas há um poema que não fiz...
Não sei se por incapacidade
Ou porque ele deve viver apenas dentro de mim...

MEU LIVRO DE POESIA

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