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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

sábado, 18 de julho de 2020

À FRENTE DA HISTÓRIA


Em um lugarejo qualquer de Minas,
À beira de um fogão de lenha,
Inconfidências são trocadas
E  novas vidas são bordadas.
Pelas montanhas protegidos,
Homens de coragem sonham
E  gritos de liberdade
São ali proclamados.

A VITÓRIA


Na tarde fria
Os sinos tocam
Num triste lamento.
Ao longe, o violino chora
Em notas tangentes
Que sangram as almas,
Enquanto os homens enterram seus mortos…
Indiferente a tudo
Chega a brilhante aurora
E o calor ameno
Traz de novo a esperança.
A terra se rasga,
Rasgam-se os peitos
E o ventre da Mulher.
O doce vagido de uma criança
Grita ao mundo
Que a Vida sempre
Vence a morte.

sábado, 27 de outubro de 2018

ANDANÇAS



Cansado como um pássaro na chuva,,
Mastigando meus sonhos mortos,
Passeio pelas alamedas da saudade,
Segurando nas mãos a pluma da eternidade...
Reverbera em minha mente
o brilho do passado.
E arrasto triste
Os grilhões do presente.
O tempo a tudo engole,
Mas não me rouba a esperança
De um dia voltar a viver
Nessa minha eterna andança...

Para Georgino Júnior, um grande poeta que passou pela Terra.

domingo, 19 de agosto de 2018

AGONIA DE UM AMOR









Flutuando entre o tempo e o espaço
Na ilusão das demoras e dos gestos
Minha alma sem guarida
E de ilusão vestida
Vê o sonho que passa...
Na ausência que afaga meu corpo
A rasgada agonia sem fim
Recolhe os destroços de mim.
E no ventre da noite
Vestida de amargura
E com ares fantasmagóricos
Em lugares desabitados de meu ser
Morre um amor no silêncio crepuscular
De minha alma ainda plena de ternura...

domingo, 18 de março de 2018

DELÍRIO


Um vago sentimento de tristeza
Paira no ar
Anelos do passado
Aboletam-se em mim
E sandices talvez
Ou um ledo engano 
De um pretérito amor
Plangem na noite
Reverberando em meu peito
Sentimentos antigos
Que pensei já envelhecidos
E apagados...




sábado, 3 de fevereiro de 2018

PRECE À VIDA


Que o sol venha me banhar
Que a chuva venha me lavar
Que os caminhos se abram para mim
E que o Amor floresça enfim!
Que as noites sejam sempre iluminadas
Por estrelas de esperança
Que os dias sejam claros
E que em mim não morra a criança
Que a vida seja sempre desejada
E a felicidade não tão rara!
Que os ventos sejam brandos
E as tempestades passageiras
Que as dores não sejam nefandas
E as amarguras bem ligeiras!

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

QUIMERAS


Poucos beijos
Eu me lembro
Deixaram-me assim
Saudosa e tonta
Antecipando auroras
Com promessas de alegria
E ares de primavera...
Hoje os beijos se tornaram
Sangue e cinzas
A doer-me na alma 
E as madrugadas
Se transformaram
Em frio e solidão...
Nua me deito e espero
Por outros beijos
que janais virão...
E entre a noite e o desejo
Um amargo sabor de quimeras...

MEU LIVRO DE POESIA

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