Seguidores

ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SOLIDÃO


Se por dentro sangro,
A ninguém é dado saber...
Se a solidão é doída
Só a mim cabe sofrer...
Se o Amor explode em meu coração
O vento o leva em forma de canção...
As folhas sussurram
E os pássaros cantam
Essa dor que grita
No silêncio da noite...
Amor interrompido
Que em mim agoniza
Em suspiros e silêncios...
O amargo do tempo
Calando na alma...
Com cansaço e desalento
A dor e a ternura inda me dão asas...
E assim vou refazendo
O efêmero e o eterno
Em sonhos que murcham
No frio do inverno...

terça-feira, 26 de junho de 2012

INCERTEZA

Ah, o ódio e o medo
de todas as portas
e janelas fechadas;
de todos os muros
e todas as cercas...
Somente o sonho,
hoje sonhado,
há de abrir todas as portas
e romper as mil correntes.
O amanhã virá,
fugir não é para o Homem,
águia pronta
para os altos picos...
O amanhã será 
a maré que baixa,
a maré que sobe,
os olhos que riem e choram,
o coração que lembra e esquece...
Será talvez a fome,
a saciedade,
a pureza
ou a degradação...
Será o mundo de guerra
ou de paz,
talvez a síntese,
depois da antítese...
O amanhã virá: 
será talvez a vida,
talvez a morte...

sábado, 23 de junho de 2012

VIDA QUE TE QUERO...





Sou como os ipês
Que florescem
Em qualquer estação.
Infância e mocidade
Já longe se vão.
Vejo no espelho
Um rosto que desconheço
E uma grande saudade
Toma todo o meu ser...
Sou ainda a menina
Cheia de sonhos e ilusão.
Vejo pessoas queridas
Que cá não mais estão
Vejo belas primaveras
De alegria e renovação
Vejo amores perdidos
E tristes invernos
De dura provação.
Dor e felicidade
Sempre lado a lado
E pedras no caminho
Que só me fizeram crescer.
E dentro de mim
Uma eterna canção:
Canta a esperança
Que inda grita
Em meu coração.
A canção que me embala
E dentro de mim se cala
Leva-me ao encontro bendito
Da essência de meu ser...
Sou hoje consciente
De defeitos e saber.
Ando solta pela vida
Com alegria e prazer.
Pescando sonhos
Nas curvas do mundo
E nos desvãos da memória.
No coração o amor não passa
E do pássaro toda a graça
Levo em voos incertos
No azul do Infinito...
No eterno espaço
De mim mesma
E na certeza da morte
Ainda busco o encanto
Da sorte
De quem nada pode fazer
Senão viver...

domingo, 17 de junho de 2012

DIAS TRISTES...


Vou tecendo a vida
Com fios de prata
Muitas vezes a neblina
Cega meus olhos
E alguma coisa
Se rompe dentro de mim...
A alegria é atada
E sinto um amargo fim
Que não posso explicar.
Como se uma tragédia
Estivesse por acontecer...
Um aperto no peito
E uma dor fina
Tomam todo meu ser...
Qual será o nome
Desse sentimento?
Pressentimento ou saudade?...
Quem sou eu pra definir?
Só sei que o tempo corre
E, lentamente,
A morte se aproxima...
Os sonhos murcham,
Os amores morrem
E o sorriso em meu rosto
É uma triste caricatura...
Que poder tem a criatura
Pra deter o tempo
E aprisionar a felicidade?
São os dias tristes
Em que a alma desatina
Em loucos pensamentos
E a noite parece tomar conta
De dias sem aurora...
Ah, é tamanha a tristeza
Dessa dor sem nome
Que só existe uma certeza:
Um dia tudo termina...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

FELICIDADE


Noite quente,
Corpo ardente
Mãos que buscam
No travesseiro vazio
Outro corpo
De alguém
Cujo nome é
Felicidade...
Acaso não te lembras
Quando dois
Eram um
Na plenitude do amor?...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

POEMA DE MULHER


Não sei o que me arrasta:
Se o tempo, o vento ou o amor...
Só sei que, mesmo sangrando,
Sigo caminhando...
Os abismos e desertos,
Que vivem em mim,
Jamais saberei descrevê-los
Com a tinta dos grandes poetas...
Carrego uma ânsia incontida,
Que não sei explicar...
Viajo por mundos desconhecidos
E tenho sonhos coloridos
Com seres que não conheço...
Sou uma gota no oceano,
Um grão de poeira no cosmos...
Mas, seria o mundo o mesmo sem mim?...
Os soluços na garganta,
O grito sufocado,
A palavra amordaçada,
Por séculos sem fim...
Meu amor distribuído
Por uma humanidade sofrida,
História única e universal,
Escrita com sangue e lágrimas,
Sorrisos e segredos de janelas,
Varandas e alcovas,
Que fazem de mim um ser especial.
A mim coube a mais bela missão:
Dar à humanidade Vida
E aos cegos visão...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

LAMENTO


Eu choro
E calo.
Eu sofro
E grito.
Me deslumbro
E me extasio.
Me encanto,
E enamoro.
Me lembro
E esqueço...
Danço com a vida
E amo gente.
Choro a morte
E clamo
Pela injustiça
Da fome,
Da desigualdade
E pelos oprimidos
E esquecidos...
Envelheço
E escrevo
Porque na escrita
Faço renascer
Cada ser amado,
No lamento que sangra
De minhas entranhas...
Escrevo para
Que não se esqueçam...
Teço a esperança
E rendo a Vida.
Eu choro
E rezo.
Eu invento
A eternidade
No sacrário
De minh’alma...

MEU LIVRO DE POESIA

MEU LIVRO DE POESIA
MEU LIVRO DE POESIA