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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CÂNTICO DA MORTE



Alma triste,
Se teu companheiro
te deixou,
canta teu hino de amor
à Fonte da Vida!
Agradece o instante
em que pudeste,
no teu caminhar,
ouvir os passos queridos
e aninhar em teu peito
o teu grande querer.
Agradece a alegria
que povoou o teu ser
e dá, de bom grado,
teu irmão de volta à Pátria!
Lembra que o vento,
que assovia
entre as folhas da floresta,
não se deixa prender
nas paredes do teu quarto!
Lembra que a vida é uma corrente
que não se quebra
e que a morte
não é senão um sonho! 
Lembra que a Casa
do Teu Criador
tem um número
infinito de moradas
e que, em algum canto,
habitará o teu amado
à espera do dia 
da Verdade e do Encontro!...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O AMOR QUE NÃO ESQUECI



Quem disse que te esqueci,
Ó doce amor do passado,
Se inda esta noite te vi
em meu colo debruçado?...

Quem disse que não te amo,
Ó meu amante querido,
Se pelas noites teu nome clamo
E de tudo mais ando esquecida?...

Foi tão breve o sonho lindo
Que junto a ti eu vivi...
Só por isso não  é findo,
Pois de amor eu me perdi..

Belos dias e madrugadas
Em que os desejos amanheciam
E eu de amor embriagada
Em teus braços apenas sorria...

Quando tua voz ouvi primeiro,
Eu sabia que de amor me perderia,
Pois ela me parecia um salgueiro
Que pela vida me abrigaria...

Porém, os anos em minutos se tornaram
E as alegrias, pouco a pouco, findaram
E eu fiquei a penar sozinha
Sem o doce alento do teu olhar...

Tudo que nasce tem que morrer,
Mas o meu amor essa lei não quis obedecer
E vive eternamente, docemente,
Dentro de meu coração demente!...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TEMPO









Quem és tu. ó Tempo,
deus que rege nossa vida,
algo que se vai com o vento 
ou da mente um simples invento?
Sei que és um destruidor
e, também, um construtor...
Levas tudo: amores e desamores,
tantas alegrias e tantas dores!...
Levas os momentos preciosos
E nos deixas mais piedosos...
Curas nossas feridas
e nos fazes amadurecer...
Tinges os nossos cabelos
E enrugas nossas faces...
Destróis as nossas silhuetas graciosas,
E nos ofereces um novo florescer...
E, logo no entardecer,
nossas almas amanhecem
numa aurora plena de luz e cor...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

NOSTALGIA





Lá em cima a capela
e o verde dos montes...
Aqui a vila tão bela
e a paz de um mosteiro...
Longe, um lindo horizonte,
Tingido por mil cores...
E eu me sentindo 
tão presente e inteira...
Ah, saudade que me mata
e eu nem sei o porquê
dessa nostalgia que me maltrata!
Talvez em outra vida
morei por aqui...
E, decerto, era querida,
pois sinto o calor  na alma...
Ah, terra que desconheço,
quisera um dia voltar
para teus montes contemplar 
e na capela rezar!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

MEUS VERSOS



Os versos que eu faço
vêm do meu coração.
São um clamor,  um gemido
ou uma declaração...
Declaração que pode
ser de amor,
de deslumbramento
ou de dor...
Mas, quem há de entender os poetas?
Eles andam na vida perdidos
e sem direção...
Guardam tristezas secretas
e doces canções...
Em noites de luar,
choram lágrimas de emoção;
conversam com estrelas
e escutam  a dor de quem agoniza... 
As almas dos poetas, 
que gemem com o vento
e choram sem razão...
São delicadas como violetas
e só podem ser compreendidas
por outras almas
de  quem também é poeta!...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ALMA PEREGRINA









Sou peregrina da vida.
Andei mil caminhos,
vivi mil vidas,
conheci mil mortes.
Sofri todas as dores,
chorei todas as lágrimas,
ri todos os risos.
Bebi a ´água de todas as fontes,
banhei-me em todos os rios
e em todos os mares.
Bebi todo o fel
e todo o vinho.
Bati à porta
de mil corações
e explorei a terra
de todos os homens.
Busquei a Verdade
em todos os livros.
Vasculhei terras e céus,
galguei montes
e desci abismos.
Recebi a mensagem 
de todos os seres
e tornei-me poeta e cristão.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

EVOCAÇÃO


Que vozes misteriosas são essas
que falam dentro da noite,
trazidas pelo vento
e pelo marulhar das ondas?
São um canto e um gemido,
lamentos de almas tristes,
peregrinas como a minha?...
Trazem-me uma saudade imensa
de outras praias distantes,
de locais ignorados,
de afetos perdidos,
de vidas esquecidas...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

SILÊNCIO



São mudos o nadir
e o zênite...
Não há verso
que possa exprimir
as grandes altitudes
e os profundos abismos
que vivem dentro do homem.
É num gesto mudo
e em mudos olhares
que a vida se contém,
o amor se comunica,
o ódio se deflagra
e o entendimento se faz.
Se meu instrumento é a palavra,
corro o risco
de não poder abrir a alma
e de não ser compreendida.
Mas, se tu amas,
terás ouvido a mensagem
no silêncio da noite,
no silêncio de tua dor
e de tua solidão.
Mas, se não amas,
tu te perdeste
no turbilhão do mundo 
e não poderás jamais
entender
o silêncio do poeta!

MEU LIVRO DE POESIA

MEU LIVRO DE POESIA
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