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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

terça-feira, 26 de abril de 2016

FIM


Virás, um dia,
ao meu encontro,
bem sei.
Quando o véu da morte
descer sobre mim, 
haverei, por fim,
de contemplar-Te o Rosto.
E compreenderei
toda a angústia,
toda a nostalgia
e todo o pranto
de que foi cheia a minha vida...
Compreenderei
a saudade sem nome
e o amor sem endereço
que viveram sempre
dentro de meu peito.
Encontrarei, então,
a terra de minha esperança,
a paz de meu sonho,
a razão da lembrança
que vivia em meus versos...

domingo, 24 de abril de 2016

VISÃO


Vi uma terra diferente
em que todos eram irmãos,
onde reinava o Amor,
a Paz e a Compreensão.
Uma terra sem guerras,
sem dores e misérias,
campos de rara beleza.
rios, mares, fonte, lagos,
pássaros e flores
de cores desconhecidas,
que artista algum
jamais sonhou.
O homem estava transfigurado
como Jesus no Tabor,
figura doce de anjo,
parecendo recém-saído
das mãos do Criador!

pintura de Van Gogh

sexta-feira, 22 de abril de 2016

MUSA TRISTE

Enquanto houver amor e saudade,
alegria e esperança,
chuva, estrela, praia, areia,
pássaro, flor e criança,
sempre haverá canto.
Enquanto houver em mim
um único sopro de vida,
haverei de fazer versos.
E, enquanto houver
criança chorando
e países em guerra,
meus versos serão tristes...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

DESENCANTO


Perdi-me no oceano
de minhas próprias emoções 
sem jamais encontrar um porto
no cais seguro da razão.
Naveguei por mares estranhos
e fui dar a praias desertas
que fizeram crescer minha solidão...
Ameaçada por tempestades,
fustigada pelos ventos,
pela água, pelo sal,
quedei-me, por fim, inerte
nos recessos de meu coração.
E o meu cansaço
e o meu desencanto 
tornaram-se versos
cheios de pranto...
                                                                                                           

quinta-feira, 7 de abril de 2016

OUTONO


Mais um outono chegou
e como as folhas mortas
minha vida se esvai...
Vão-se embora os sonhos,
as esperanças, utopias e ais...
Mas, ficam comigo as lembranças
de outros outonos felizes
em que sonhos eram tecidos.
Mora comigo a saudade,
e, também, afetos antigos,
tão ternos e eternos...
Como a terra esconde
os brotos vindouros,
meu coração fecunda
novas sementes de alegria...
As folhas caem uma a uma...
E a árvore permanece,
bela e altaneira,
dando sombra ao caminhante cansado
que, pelos caminhos da vida,
também é passageiro...

ESTATURA


Na poeira do cosmos
o meu planeta,
plasmado nos séculos,
cadinho de dor,
trabalha silente
em circunvoluções.
Palco humilde
de nossas vidas,
instrumento precioso
de nosso trabalho,
guarda em seu seio
o toque carinhoso
de mãos Divinas.
Intriga, encanta e deslumbra
aquele que foi gerado pelo amor,
fagulha minúscula
da Eterna Fogueira,
Que, em seu orgulho,
se julga senhor!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

CAMINHOS


Estranhos caminhos os meus,
pesado este amor,
pesada esta dor, 
este desejo de eternidade e paz!...
Para onde me levas, caminho?
A que pátria, a que coração?
Que encontrarei, por fim?
Não me assustam estes caminhos estranhos,
esta dor, estes rostos que não conheço...
Lá fora, lá adiante,
sei lá,
há um jardim à minha espera.
Eu hei de chegar,
breve estarei lá!...

MEU LIVRO DE POESIA

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