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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SAUDADE SEM NOME





Que saudade é esta tão doída
Que me sufoca e arrebata?
Saudade que me leva
Por caminhos desconhecidos?
De gente que nunca vi
E lugares que nunca conheci?...
Sou viajante da eternidade,
Vou às estrelas, ao infinito,
E em minha mente tão terna
Os acordes de uma canção
Trazem-me lágrimas incontidas
Ferindo meu coração.
O nó me aperta a garganta
E a pressão cresce em meu peito.
Para esta dor não há jeito,
Pois é uma saudade que me espanta:
Como alguém pode sentir falta
Daquilo que não conhece?
O fado me dói na alma
Trazendo-me à lembrança
Uma bela vila calma,
Com sino a tocar na igreja,
E flores que num campo vicejam...
Ai, meu Deus, tem dó de mim
Que me acabo ante a beleza
De um mundo que só pode ser
Um sonho, com certeza!










Um comentário:

  1. Lú querida, está poesia faria os cantores de fado pularem de alegria!
    Que coisa linda minha doce poetisa!...

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