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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

VELHICE


Hoje, no declínio da vida,
Vivo em meio aos livros, músicas e versos
E a saudade companheira constante
Como os amigos, consolo reconfortante.
Trago dores que os homens não veem
Cicatrizes que escondo com sorrisos
Alegrias que compensam as rugas
E venenos que correm nas veias...
Muitas vezes, sinto falta de mim,
Pois meu corpo que sangra
Faz a alma voar distante
Buscando sentido para o universo sem fim...
E vivo a agonia de não saber
Se uma única gota de mim
Fez diferença nesse mundo ruim
Que aborta desvalidos 
E privilegia a ganância
Morro com uma certeza:
Almas sensíveis como a minha
São aberrações  da natureza,
Pois, no fundo da taça de celebração,
Encontram sempre o fel da maldade humana...

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