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ESPALHO POEMAS EM SEU CAMINHO COMO FLORES PARA OFERECER-LHE MAIS BELEZA

terça-feira, 23 de julho de 2013

ESPERANÇA




Quando vemos a noite passar
Sem que o sono venha
É porque estamos a pensar:
Alguns em preocupações
Outros nas dores do coração.
 Quando a madrugada aponta
Noite e dia se misturam
Os segredos que a ninguém se conta
Começam a gritar em nossas almas.
 E a gente se põe a lembrar
De entes queridos que se foram
Da leveza da infância e da mocidade
Tudo que mora hoje na saudade.
 Ah vida linda, vida louca, vida torta,
Que fizeste ao bater-me na cara tua porta?
Eu que amo passarinho, chuva, estrelas,
Flores e cheiro de terra molhada,
Eu que tenho alma de criança
Sonho, amo e não perco a esperança...
 Eu que vivo como pastor da noite
A escutar sonhos, gemidos
E dores de almas alheias...
Que fizeste comigo, ó vida?
Por que me negaste
O amor com que sonhei?
 Por que me deixaste
Sozinha e perdida
Na noite do passado
Sentindo n’alma o açoite
Do frio cortante
Da dor e da agonia?
Engolindo as lágrimas,
Preparo a face
Para o dia que se anuncia.
Encontrarei, por fim,
Em qualquer de tuas esquinas
A surpresa e o espanto
De uma sonhada alegria?
 A vida prossegue
Em cascatas e remansos.
E eu acalento a esperança

De ser plena um dia...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

FUGACIDADE





Nada posso prender
Senão na mente e no coração...
Tudo se esvai rapidamente,
Deixando-nos na solidão...
Hoje em mim mora a saudade
E as alegrias que, sabiamente,
Conservo como presentes,
Que a vida me dá a todo momento.
Vejo a beleza em tudo que me cerca
E bebo o cálice da vida com avidez
Se choro, as lágrimas são  banho da alma,
Levando todo meu ser à calma...
Somos todos folhas que caem
No eterno Outono das estações.
Prontos sempre à ressurreição...

terça-feira, 11 de junho de 2013

DESTINO DE PENÉLOPE


Tu vives,
Eu vivo 
E as horas da vida                                                
Se arrastam entre nós...                                      
E dói-me o tempo                                                
Que ainda me separa de ti.                                                                                                            T
u vives...
Eu vivo.                                                                     
Em algum lugar                                                       
Onde não estou,                                                        
Tu te moves,                                                               
Respiras, pensas
E sei que sofres...                         
Entretanto, talvez em sonhos,                                 
Ou desperto, nesta mesma noite,                              
Tu pressintas meu pensamento                               
Que se aproxima
 E te busca...                                                                                       
                                                                                                                                                                                                                                                               Tu vives:eu sei.                                                             
E é bem viva a saudade                                                
Que em meu peito                                                          
Bate no mesmo compasso
De meu coração.                                                                                                                           
                                                                                                                                                                     Tu vives e me chamas...                                                                       
Tu vives e esperas,                                                       
Assim como eu...
Para ser tua é que nasci.
De pés descalços tenho vivido,                                    
Na cadência de soluços e gritos.                                  
Desalentos e cansaços,                                                
Neste mundo ermo de amor,                                         
Deserto de piedade,                                                         
Luz e espanto,                                                                 
Sombra e encanto,                                                          
Dor e pranto...                                                                 

Reféns da eternidade,                                                  
Prisioneiros da matéria,                                                  
Temos que recriar a Vida...                                             
Ah, amor,                                                                            
Serás a metade de mim?...
Ou apenas um delírio
de minha pobre mente?...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ORAÇÃO

Dores, alegrias,
Amores e desamores,
Canto e pranto,
Belos esplendores,
Dúvidas e dilemas,
Saudades e desencantos...
Tempestades e iniquidades,
Tormentos e esquecimentos...
Flores na estrada,
Espinhos na carne...
Tudo vivido com amor e perdão.
Sempre presente a luz
No espaço sideral...
É a bondade de Jesus
A abraçar-me na oração...


sexta-feira, 24 de maio de 2013

DOCE LEMBRANÇA

Em teus braços o deleite
E o sonho de uma amor sem futuro...
A dor rasgou-me o peito
Quando partiste.
Mas, a saudade
E a doce lembrança
Viverão para sempre
Como parte de mim!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

DOR DE AMOR







Sou como uma andorinha triste
Em dias sem primavera...
Como aquela nuvem sozinha
Que o dia está a nublar
O amor em meu peito fez ninho
A nuvem se vai com o vento
Mas o amor não conhece o tempo.
O tempo revela o avesso
Dessa alma desalentada
Que vive embriagada
De uma saudade tão doída,
De uma vida sem alegria...
Ah, como quisera esquecer
Esta dor que me esmaga o peito
Mas este é um mal sem jeito!
Amores secretos
Que não conhecem o fim
Sabem deles os poetas
Que também sofrem assim...
Vejo beijos de namorados
Que pelas praças estão a sonhar
E busco aquele olhar de outrora
Que me despia nas auroras
E em noites de luar...
Hoje mora comigo a solidão
Que me trouxe a sina
De viver insone
Pelas madrugadas a chorar
Como uma louca desatinada...
Ah, amor,
Sei que em um dia qualquer.
Virás me buscar
Talvez até noutra vida,
Quem sabe?
E de novo vou me aninhar
Em teus braços benditos
E matar a dor infinita
Que tenho no peito cravada...
Ah, vida, tem piedade
Deste coração doente
E me leva depressa
Docemente, mansamente,
Ao encontro de meu amado
Que devolverá a alegria
Ao meu coração cansado...

terça-feira, 14 de maio de 2013

CLAMOR



Vem, amor! 
Acaso não sabes que toda uma vida
Passei a esperar por ti?
Vem, o outono já chegou,
O inverno se aproxima
E meu coração precisa do calor
Que só pode me dar o teu amor...
Vem, amor, onde estiveres,
Lembra que um coração sofrido
Sonha contigo sempre ao anoitecer.
Eu te vejo na lua,
Nas flores, no riso puro das crianças,
Na beleza do universo.
E, enquanto não vens,
Desfolho meus versos,
Como sangue e lágrimas
De um coração incontido...
Pelas madrugadas te chamo
e sem saber o teu nome
Como fêmea no cio eu clamo
Na altura de montanhas
Que vivem em meu pensamento.
Vem, amor,
Não tardes tanto,
Pois meu coração cansado
Anseia por ti!


MEU LIVRO DE POESIA

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