Ando pelo vale da morte
E tenho medo, sim!...
Ando pelas sombras da noite
E tenho pavor em meu coração.
Falta-me o pão
E meu estômago dói.
Falta-me amor
E me sinto só.
Falo sozinha
Porque outros não me ouvem.
Choro baixinho
Porque em min’alma há
abismos.
As lágrimas me molham o rosto
Porque, no desalento,
Nem eu consigo enxugá-las.
Tenho sede de justiça
E vejo tantos morrendo
Sem assistência...
Irmãos sem moradia,
Outros nascendo sem chance de
viver...
E, no entanto, as colunas
sociais
Falam dos banquetes,
Das coberturas,
Das fortunas,
Da beleza das roupas e jóias.
Ouço políticos
Com falsas demagogias,
Sugando o povo,
Enganando-o, iludindo-o,
Enquanto o povo triste,
Dia a dia,
Sofre cada vez mais.
Perdoa-me, Senhor!
Tenho amor,
Tenho fé,
Tenho esperança,
Mas não posso deixar
De clamar e chorar!
Sofro, sim,
Pois, na Terra, já vivo no
Vale da Morte!
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